S-business e S-commerce, o futuro das Redes Sociais?
Por Chico Montenegro
Antes de existir comércio eletrônico própriamente dito, Mercado Livre, Buscapé, E-bay e outros sistemas de comércio online, as pessoas já comercializam produtos utilizando a internet e o network.
Utilizavam e-mails e comunicadores para expandir seus negócios e criar redes de amizades com clientes. Lembro que há uns 7 anos atrás eu vendia adesivos para carros utilzando fóruns de discussão na internet e criei grandes parceiros e amigos com esse tipo de comércio e socialização com quem comprava meus produtos.
Depois da explosão dos comunicadores, blogs, fóruns e agora as Redes Sociais online, imponentes, levando pessoas e empresas pra cima ou para baixo novos termos com toda certeza irão surgir.
Utilizando essas comunidades de pessoas com interesses incomum, muitas empresas estão levando seus produtos e serviços com divulgação não só online, mas também, agora personalizada para cada público dentro dessas Redes Sociais.
Assim nasce o S-business e o S-commerce, conheça mais um pouco no texto abaixo escrito peloa pessoal do ITweb.
Se alguém disser que as redes sociais vieram pra ficar, não acredite. O verbo ficar talvez não seja o mais adequado para as novas plataformas de relacionamento e troca de informações. Isto porque elas já começam a ser pensadas para objetivos maiores e mais complexos dos negócios das empresas, muito além das ações de promoção e propaganda. Talvez, o mais adequado seja dizer que as redes sociais vieram para abalar.
“O poder das pessoas reunidas em comunidades, trocando informações sobre suas vontades e expectativas, ainda vai modificar muitas coisas que conhecemos sobre as relações comerciais de hoje”, defende o professor de marketing e de arena digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rodrigo Tafner. Ele é um defensor do s-commerce (social commerce). O termo pode ser traduzido por uma extensão do que se convencionou chamar de e-commerce, só que agora turbinado com as redes sociais.
Um exemplo recente é o Nike Plus, um tênis feito para quem gosta de praticar corrida. O calçado traz um chip embutido que recolhe dados sobre a atividade esportiva, armazena tudo em um iPod e envia as informações para o site da comunidade que tem mais de um milhão de corredores ao redor do mundo. Também divulga as listas de música (playlists). O iPod conectado ao tênis percebe, por meio de um sensor, o ritmo da corrida e pode sugerir uma trilha sonora. Há listas pra tudo. Músicas pra animar na subida, pra relaxar ao ar livre, rock pesado pra queimar mais calorias etc.
A mania das playlists favorece a loja virtual de música da Apple, a iTunes. Do lado da Nike, o entusiasmo da comunidade incentiva pessoas a calçarem o tênis e a correr. “Isto é apenas o começo de um s-commerce. Outras oportunidades poderiam sair da interação destas empresas com seus consumidores”, argumenta Tafner. As possibilidades são muitas: CDs específicos para cada tipo de corrida, lançamentos exclusivos de artistas, shows, entre outros.
A etapa futura do s-commerce depende de as empresas entenderem o que os consumidores gostariam de comprar. Elas precisam saber lidar com o manancial de informações da comunidade e integrar isso em seus processos. Detectar qual opinião ou comportamento tem chance de se tornar uma nova estratégia de negócios é outro braço do social business. “Já temos condições de evoluir no CRM social”, defende o gerente de estratégia de clientes e mercado da Deloitte, Fabio Cipriani.
A integração do CRM com as redes sociais também tem dominado fóruns de discussões sobre o novo modelo de negócios. Certas de que o cenário é promissor, empresas como Oracle, SAP, Salesforce, Microsoft e uma dezena de startups já desenvolvem produtos específicos para este fim. “Já conhecemos o potencial disto nas ações de marketing. O próximo passo é levar esta interação para outros processos de negócio”, propõe Cipriani.
No CRM social, a gestão do cliente se transforma na gestão da relação cliente-empresa; tudo é pensado como uma estratégia horizontal que leva ao lucro. Qualquer processo que envolva o cliente e tenha este objetivo final pode ser apoiado por uma rede social. “Quem trabalha com dados transacionais passará a lidar com dados conversasionais”, explica o consultor, com o apoio de um neologismo para lá de apropriado.
Inovação social
Porém, o suprassumo do s-business – a inovação aberta – ainda é pouco conhecido. São teorias que expostas primeiramente em 2003 no livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology, do professor da Universidade de Berkeley, Henry Chesbrough. A ideia é simples, mas a prática é complexa. O termo opõe-se ao conhecido modelo de inovação fechada, que conta com laboratórios isolados e técnicos caros. Em substituição, seriam usados clientes, parceiros de negócio e quem mais estiver disposto a colaborar para aprimorar o negócio. “As redes sociais têm o papel importante de fazer a ponte entre a necessidade de inovação da empresa e as comunidades dispostas a colaborar”, comenta o professor de inovação da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.
Já existem exemplos. O Fiat Mio foi construído com ideias enviadas por milhares de pessoas ao redor do mundo por meio do portal http://www.fiatmio.cc. A cafeteria Starbucks mantém o site My Starbucks Idea para coletar insights sobre como suplantar a nova concorrência do McDonald”s. Há outros casos, e todos devidamente apoiados por uma rede social aberta ou privada. “São grandes empresas, mas a inovação aberta é perfeita para as pequenas e médias, porque seu custo é baixíssimo”, acrescenta Arruda.
Basta um pouco de pesquisa e algumas conversas para ver que o “s” está realmente migrando para dentro do negócio. É bem provável que ele seja mais uma evolução do que uma revolução. Porém, não há como esquecer que, quando o conceito de e-business surgiu, ele também não foi compreendido na sua totalidade. Hoje, não há empresa que não tenha ao menos um processo e-alguma-coisa. E, juntando estes casos e opiniões aqui e ali, é bem provável que estejamos migrando para o s-alguma-coisa netse exato momento. Sua empresa está preparada?







Acredito que existem diferentes tipos de consumidor, quem compra algum determinado produto nem sempre tem tempo (ou vontade) para pesquisar aquele determinado profundo profundamente, já outros preferem buscar em fóruns ou comunidades online tentando tornar-se um tipo de expert antes de adquirir algo.
Nem todos tem perfil para usar todos os tipos de social media, alguns gostam somente de uma delas ou algum nicho que possam se aprofundar mais ou menos nas relações interpessoais e nos assuntos, muita coisa influencia.
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This post was mentioned on Twitter by raphaelprugner: S-business e S-commerce, o futuro das Redes Sociais? http://migre.me/fTZE #redessociais #ecommerce (via @midiaboom)…
intiresno muito, obrigado
[...] S-Business e S-Commerce, o futuro das Redes Sociais? (Por: Chico Montenegro) [...]
Olá Chico.
Citamos seu artigo em nosso post. ;)
http://www.socialcommerce.blog.br/social-commerce…
Abraços.
Opa Ricardo, Show de bola!
Obrigado pela citação.