Por Fernanda Fabian
Estamos apenas em janeiro de 2010 e tantos desastres já aconteceram tanto no Brasil quanto no Mundo a fora. O terremoto no Haiti foi uma ação da natureza, das mais complexas que já vi. Eu acredito na ideia de que isso é uma resposta a forma como o homem trata a natureza (observação: não estou dizendo que alguém é merecedor disso, lógico que não! Mas já é de anos que é tanto falado sobre cuidar do meio ambiente, e as consequências dessa falta de cuidado ainda estão por vir…). Mas isso não passa de uma opinião pessoal. Em outro momento falarei sobre a “falta de verde no mundo”.
A questão que lhes trago é uma junção de vários noticiários (fontes ao final do post) sobre como foi repercutido esse desastre nas mídias sociais, que, obviamente, não ficaram paradas.
Simples, complexas, solidárias, envolvendo ou não doações foram muitas as pessoas que se mobilizaram e se sentiram na obrigação de fazer alguma coisa:
- Poucas horas depois do terremoto foi criada a comunidade no Facebook: “O Haiti precisa de nós e nós do Haiti” – rapidamente envolveu 2,2 mil pessoas dispostas a recolher produtos de necessidade básica para serem enviados às vítimas do terremoto.
- No inicio da quarta-feira (13) no Brasil, “Haiti” era o tópico mais procurado no Twitter. Por volta das 9h, “Haiti” e “Earthquake” (terremoto em inglês) estavam entre os assuntos mais comentados no serviço de microblog.
- Muitos internautas usaram o serviço Twibbon para incluir uma bandeira do país em seus avatares, no Twitter.
- Sites de imagens como o Twitpic e o Flickr, estão recebendo imagens de edifícios derruídos, pessoas assustadas e outros momentos da catástrofe.
- Alguns vídeos gravados por moradores chegaram à rede, como um colocado no YouTube, poucas horas depois do grande tremor, que mostrava a nuvem de poeira gerada pelos desabamentos de diversos edifícios e no qual se ouve em inglês a voz nervosa de uma mulher dizendo que “o mundo vai acabar”
- Uma mensagem está sendo repassada de pessoa para pessoa, no MSN, fazendo um apelo para que todos coloquem seu status em modo “Ocupado”, em memória das vítimas do terremoto que abateu aquele país. A mensagem diz o seguinte: “Todos em modo “ocupado” para fazer homenagem a todas a vitimas do Haiti… Vai passando pro povo On Line, coloca seu status Ocupado Por Favorr”
- O Google Earth adicionou imagens do Haiti após o terremoto. Os organizadores da ferramenta disseram esperar que a ferramenta “ajude as equipas de socorro no resgate de vítimas”.
- Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.
- Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.
- Entre os microblogs mais visitados estão o da Cruz Vermelha e do rapper haitiano Wyclef Jean, que vive nos Estados Unidos, mas que estava na vizinha República Dominicana e pediu a seus 1,3 milhão de fãs que “rezem” por seu país.
Alguns perfis no Twitter para obter informações e ajudar o povo haitiano.
http://twitter.com/RedCross Cruz Vermelha internacional
http://twitter.com/cvbsp cruz vermelha sp
http://twitter.com/estadao/terremoto-haiti
http://twitter.com/el_pais/haiti
http://twitter.com/viva_Rio
http://twitter.com/nytimes/haiti-earthquake nyt
http://twitter.com/cnnbrk/haiti cnn
http://twitter.com/Wyclef
http://twitter.com/msfbrasil
- FarmVille, Mafia Wars e Zynga Poker em prol do país. A Zynga anunciou o lançamento de itens especiais nestes três populares aplicativos do Facebook. São itens vendidos dentro dos jogos, e que terão 100% de seu custo revertido para o fundo de ajuda ao Haiti. No FarmVille, são sementes de milho, no Mafia Wars, um tambor haitiano e no Zynga Poker, um pacote de fichas especiais. Em poucas horas, a Zynga afirmou que já arrecadou cerca de US$ 1.2 milhão de dólares.
Outra forma de ajuda, por parte do Google foi a criação da página: http://www.google.com/relief/haitiearthquake/ nela o usuário pode fazer doações para a compra de donativos com a Unicef e a Care. Além de indicar outras formas de ajudar, como por exemplo, pela Cruz Vermelha.
Há quem não acredite que muitas dessas ações sejam totalmente direcionadas para ajudar, sem passar por um “aproveitamento da situação”. Eu prefiro acreditar na boa vontade das pessoas, se pensarmos um pouco que seja de que uma tragédia dessas podia acontecer até no nosso país (sem comparações a grandiosidade de situações, mas vamos lembrar como foi a de Santa Catarina…), a solidariedade seria ainda maior.
Como não podemos pegar o primeiro avião e ir para lá ajudar com nossas próprias mãos, estas são algumas opções diferentes. Faça o que estiver ao seu alcance!
Fontes: InfoBrasil . BBC . Brainstorm9 . Vooz . AdNwes




