Profissional da Web. Precisa-se de um!

A partir do momento em que as pessoas passaram a colaborar umas com as outras na criação e recriação de informações, a produtividade aumentou e, mais ainda, a colaboratividade* suscitou uma escala muito maior de inovações em todas as áreas.
Devemos entender como a Web funciona, e assim estudarmos como inserir uma empresa nesse novo mundo digital. O primeiro passo é entender como as pessoas colaboram para a criação, recriação e fluxo da informação. Não é à toa que alguns sites como MySpace, Facebook, Orkut e vários outros apostam no conceito de comunidade virtual – as pessoas precisam estar em contato umas com as outras, e pela internet isso é potencializado. Afinal, segundo Aristóteles, “o homem é um animal social e político”.
Hoje, percebe-se uma enorme adesão das empresas ao mundo online e à comunicação digital. Isso é inevitável. Sem falar das empresas absolutamente digitais, operadas de um home-office e que bombam online.
Isso porque essa plataforma oferece mais agilidade e rapidez, além de, em muitos casos, ser mais econômica do que a comunicação off-line e tradicional. Ademais, o mundo está na Web, os consumidores estão na Web, se relacionam, criticam, elogiam, recomendam, denigrem… Portanto, nada – eu disse nada – poderá ficar de fora. Muito menos as empresas. E aquelas que ainda não estão online, certamente dormem no ponto.
Sabrina Gama, gerente da divisão de marketing da Michael Page Internacional, em entrevista concedida a revista PróXXIma, edição nº 17, afirma que uma característica muito importante do meio online é a possibilidade de mensuração dos resultados da comunicação da empresa, o retorno do cliente é muito mais ágil, tornando o meio mais efetivo para determinadas ações, e é onde surge a preocupação das empresas em ter um profissional que esteja dentro deste ambiente.
Pela grande necessidade que as empresas vêm apresentando, existem poucos profissionais especialistas no grande mundo da web 2.0. Assim, as empresas têm dificuldades em encontrá-los. Muitas ainda nem sabem onde procurar pessoas que entendam e saibam como conduzir um bom relacionamento com seus públicos.
Ainda na entrevista da PróXXIma, Sabrina Gama diz que a maioria dos currículos que ela recebe para a área digital, é de pessoas que não têm qualificação necessária para atuar nas empresas, a formação destes profissionais é “dentro de casa”.
Precisamos muito mais do que saber mexer nas redes sociais para lidar com o público da Web 2.0, correto?
Por este motivo, Roberto Aloreiro, foi se especializar na ESPM. Lá teve aula com o professor Romeo Busarello, também diretor de internet e relacionamento da Tecnisa. No curso de Aloreiro, de seis meses, exigiu-se a entrega de um projeto para sua conclusão. Ele aproveitou a oportunidade, fez um projeto para a Tecnisa – ótimo, por sinal –, e atualmente, é gerente de redes sociais da construtora.
Não devemos esperar; as empresas estão ávidas por profissionais que tenham especialidades na Web. As idéias para mudar o mundo – ou o Ciberespaço, como diria Gil Giardeli, – e criar as coisas extraordinárias de hoje e de amanhã, atualmente estão à disposição de qualquer um que tenha acesso a um computador e um modem. Porém, mais do que isso, para de fato melhorarmos este “Ciberespaço” e nossos rumos profissionais, precisamos entender, de verdade, as necessidades das empresas e o que a Revolução da Informação representa ou pode representar em nosso cotidiano.
Neste atual cenário, as empresas precisam mais do que profissionais formados “dentro de casa” nas redes sociais e em todo o ambiente online. Precisam de profissionais generalistas, das mais diversas áreas, que conheçam sim a linguagem Web, mas que tenham conhecimentos em atendimento a clientes, marketing, publicidade, relações públicas e até psicologia. Porque afinal de contas irão lidar com todo tipo de público e precisarão utilizar a linguagem e abordagem mais adequadas para gerenciar uma crise na rede, por exemplo, ou para produzir conteúdo condizente com a atuação da empresa.
Muitas empresas já acordaram pra esse “admirável mundo novo”, outras tantas irão acordar e precisarão de profissionais preparados. Portanto, proatividade é palavra de ordem também na busca por formação e conhecimentos, que nunca são demais. Faça cursos – vasculhe em todo lugar, online e off-line, filtre, extraia o melhor e mostre-se ao mercado.
Fica a dica!
*Termo surgido no ambiente online; atividade de colaboração entre pessoas – ou organizações – afim de uma melhor conclusão de uma idéia ou projeto.








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Concordo plenamente com a visão que você colocou, pois temos muita dificuldade no mercado de trabalho em encontrar profissionais que não sejam extremamente especialistas, o que em ramos como comunicação, marketing e negócios em geral não pode ser considerado uma qualidade e sim um defeito, pois é necessário que a pessoa veja fora da bolha, e entenda de outros setores e pontos que são afetados e influenciados pelas atitudes executadas.
Parabéns pelo artigo, pertinente ao momento atual.
[...] profissionais especialistas x generalistas, no Webinsider, agora o assunto volta à tona no artigo Profissional da Web, precisa-se de um. Profissional de comunicação dentro de uma [...]
Cibele, criei um post no meu blog, justamente sobre este assunto, pois fiquei um tanto quanto encucado com o debate »http://migre.me/EzQj
Desde já agradeço o espaço.
Abraço
Bacana o post, ideal para dá uma sacudida nos potenciais profissionais do marketing digital. O mercado da comunicaçao sempre esteve rodeada pelo mito de que é só saber usar as ferramentas (Photoshop e illustrator antes – Twiiter e Facebook agora) e estará apto a "criar" uma campanha bombástica.
Exatamente Bruno!
Já comentei no seu blog. Adorei o seu post tb.
Os profissionais da web não devem somente saber mexer nas redes sociais, tem que saber lidar com o públicos, para isso ser especialista em muitas áreas.
Eu sou estudante de Relações Públicas, vejo a importante da comunicação na rede, de como comunicar, Temos que pensar por este lado, não é somente escrever bonito, mas ter o teor para comunicar e a eficiencia para o retorno ao cliente.
Realmente, não adianta somente uma açào bombástica, temos que saber mensurar.
Agradeço os comentáriso!
abracos
Parabéns pelo post, Belle. São artigos como esse que servem para trazer pra roda de discusssão o papel e a necessidade das empresas se mostrarem para o mercado e não assistirem passivamente à ascensão dos concorrentes e a entrada cada vez maior de seus consumidores atuais ou potenciais na rede.
Por outro lado, é preciso sim que os profissionais estejam preparados para ocuparem postos nas empresas. Até acho mais importante saber de ciências humanas, antropologia, sociologia, marketing, publicidade e propaganda, relações públicas, do que de conceitos e práticas extremamente técnicos no que se refere a informática e à linguagem Web. Porque não adiantará muito o profissional saber de HTML, por exemplo, se não souber usar de uma boa comunicação ou elaborar boas estratégias de relacionamento com o cliente, respeitando cada público.
Um problema também que percebo é que as empresas por ser um cenário recém-descoberto praticamente, não vêem esses profissionais como estratégicos, e muitas encaram, como você fala, como o cara que vai "mexer nas redes sociais", não dando o devido valor e não remunerando adequadamente.
Existem empresas por aí consideradas até importantes em seus segmentos mas que não têm sequer um site, simples que seja. Cartão de visita é quase obsoleto, e o site o substituiu há tempo pra muitas empresas.
Ou as empresas acordam não só pras redes sociais mas pra todo ambiente online, ou cairão por terra se teimarem em ficar somente no off-line.
Belle, sucesso pra você aqui no MídiaBoom e pra todos que fazem e consomem esse blog.
Abraços corporativos, mas não frios. rs