Webwriting é uma arte, errar faz parte?

01.abr.2011 - Por em Artigos

Pessoal, se vocês estão aí, sentados em frente ao PC ou lendo pelo celular, tablet, iPod (hoje em dia, não sabemos mais), presumo que, assim como eu, vocês também devem adorar o mundo do Webwriting.

Gostar de ler e escrever, portanto, faz parte do nosso mundo. Como conseguir praticar essa incrível arte sem ser louco por informação? Se você é uma exceção neste quesito, muito me espanto, porque eu simplesmente não consigo ficar sem me atualizar, visitar sites de notícias e saber sobre os diversos mundos da propaganda, arte, música, cinema, moda, e por aí vai!

Bom, acho que você já entrou no meu mundinho ou, a maior das hipóteses, faz parte dele. Mas o foco deste post é uma questão que me irrita, na nossa praia internética. E a questão é: Por que existem tantos erros de digitação, escrita e, até mesmo, português em sites tidos como “especializados”?

Deem uma olhada:

Agora me digam, como uma FEDERAÇÃO PAULISTA consegue ter um erro desses no próprio nome de um dos times que disputarão o campeonato? A questão do Mundo do Marketing é um clássico erro de digitação, está aí para reforçar a ideia.

Sei que errar – pode até fazer – faz parte, e minha intenção não é “meter o pau” nos profissionais que atuam nesses órgãos/empresas, apenas chamar a nossa atenção para que tenhamos, cada vez mais, um cuidado com o conteúdo que disponibilizamos, pois ele reflete de forma subjetiva o nosso cuidado, capricho e qualificação. Vamos exercitar a Arte da Revisão!

Sei que sou muito chato quanto a isso (e no resto também), buscando me atualizar, melhorar meus textos e tudo mais. Porém, acho que o investimento cultural e profissional realmente darão frutos.

Vamos nos profissionalizar galera?

Agora de brinde, vai o campeão de erros ortográficos e de me tirar do sério:

See ya!

Fontes: Globo.com / MundodoMarketing.com.br

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- Publicitário, Redator e Revisor. Cheio de ideias, muitas que ainda nem saíram da cabeça, e acho que já escrevi demais.

16 Comentários

  1. maximilianomoraes disse:

    Oi, Gustavo. Certo dia recebi um tweet de alguém que se irritava com as correções feitas por usuários aos erros de digitação no Twitter. O argumento dela era que, numa mídia social, a maioria das pessoas falava "internetês" e, por isso, não era necessário tanto critério para digitar – afinal, o futuro da língua, na opinião dela, é exatamente esse: a abreviação e a compreensão instintiva do texto.

    Sou daqueles que ainda preza pelo bom português falado e escrito. Não acredito em mídias que "emburrecem" em vez de informar e ensinar e tenho sincera aversão a erros grotescos, simples, que poderiam ser corrigidos com uma breve releitura do texto digitado. Mas acima de tudo, acredito que grande parte desses erros vem não somente da falta de conhecimento do português, mas de preguiça mesmo, falta de atenção e de disposição em oferecer conteúdo de qualidade não somente na essência, mas no formato e na escrita.

    Um abraço e parabéns pelo post!

    Maximiliano Moraes
    Também cristão, também redator, também músico e ainda blogueiro, analista de mídias sociais e automaníaco.

  2. Gustavo, concordo com cada letra do seu post. Vários veículos de comunicação e assessorias exigem português impecável. O problema é que os supervisores e recrutadores muitas vezes sabem pouco (ou acham que sabem muito), e o candidato sabe menos ainda. Por diversas vezes fui corrigida sendo que meu texto estava correto. Só faltava mostrar uma gramática pra convencer a pessoa. Nos portais de notícias, quem erra normalmente é o estagiário. Sério, não é piada. Os jovens estão cada vez mais despreocupados com a boa escrita. Isso não quer dizer, porém, que os chefes de assessoria e editores não escapem de um erro de regência, uma vírgula mal-colocada, etc. (1/2)

  3. Outro problema é a preguiça de consultar. Não dá pra confiar no Google sempre. Já vi gente só jogando a palavra na caixa de busca e, se não apareceu o "você quis dizer XXXX", considera que a grafia está correta. Também não dá pra virar pro lado e perguntar pro colega, porque ele "acha que é de tal jeito", às vezes por ter lido em algum lugar – como um portal de notícias – e ele considerou que aquilo era a forma correta. Enfim, errar não faz parte do webwriting. Infelizmente, poucos lugares contam com revisores. Nos portais de notícia, a pressa faz o redator tropeçar mais vezes no teclado e ler mais rápido, passando batido dos erros. Falta leitura, sobra preguiça. E há coisas que nem o link de "reporte um erro" pode ajudar. (2/2)

  4. Dr. Conteúdo disse:

    Errar faz parte. Mas a revisão dos textos deveria ser a primeira preocupação desses veículos e empresas depois de levantadas as informações e antes de irem ao ar. Afinal de contas, é melhor revisar e obter recomendações e elogios (ou apenas deixar uma boa impressão) do que vir a público se desculpar por puro desleixo.

    O problema não reside apenas na ignorância do idioma, mas também na pressa e falta de cuidado com a qualidade da comunicação escrita. Nesse sentido, recomendo o artigo de Atila Velo chamado "Dilema do jornalismo online: furo de reportagem ou bola fora?" http://drco.me/gSP8hR.

    É sempre bom alertar e corroborar, Gustavo.

    Um abraço,
    @New_Alexandria | @DrConteudo

  5. Marina disse:

    Gustavo, errar faz parte sim; principalmente quando não sobra tempo. Claro que a revisão do texto é importante, acho até que deveria ser revisto pelo autor e por outra pessoa, mas tempo é primordial. Sejamos mais maleáveis com erros de digitação, mas não com erros de português e desatenção; que são coisas bem diferentes.

  6. Fernanda disse:

    colocar negrito errado conta??

  7. Munich disse:

    Olá Gustavo!

    Meu caro, gostei muito do seu post. Ele abordou algo que realmente me irrita. Esse assunto é muito importante, por várias vezes já li reportagens, posts, e encontrei erros escabrosos.
    O que torna a situação mais lamentável é que sabemos que está tudo baseado na atenção na hora de revisar, e nesse caso é o que está faltando aos nossos amigos.
    Um grande abraço!

    • É, sabemos que muitas vezes a visão fica "viciada" vendo a mesma coisa e, por isso, alguns casos são até perdoáveis. Porém, quando isso torna-se algo comum, devemos abrir o olho.

      Abs!

  8. Atila Velo disse:

    Mandou bem, Gustavo. Obrigado por ajudar a bater nesta tecla que as pessoas insistem em ignorar!

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