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Cinco neologismos curiosos do mundo da publicidade

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Espaço do Leitor
Escrito por Espaço do Leitor

Artigo do leitor
Por Marjorie Rodrigues*

O mercado de comunicação está em constante evolução – com as novas mídias, então, o ritmo das mudanças fica ainda mais acelerado. Vira e mexe os profissionais da área se vêem sem palavras para expressar o que fazem. É aí que surgem  neologismos, a maioria deles em inglês.

Confira abaixo alguns termos curiosos do mundo da publicidade. Quantos deles você conhece?

Thighvertising

Bastante usado no Japão, este neologismo une as palavras thigh (coxa) e advertising (publicidade). Refere-se a nada menos que anunciar sua marca nos corpos das pessoas – no caso, nas coxas de mulheres. Publicidade feita nas coxas, literalmente!

Um dos exemplos mais famosos dessa tática foi a campanha da loja de roupas neo-zelandesa Superette.  A empresa espalhou assentos com uma mensagem em alto relevo por praças e pontos de ônibus. Quando alguém se sentava, a mensagem ficava marcada na parte de trás de suas coxas.  A campanha gerou polêmica, pois pessoas comuns se tornavam, involuntariamente, garotos-propaganda ambulantes para a marca, sem ganhar nenhum centavo por isso.

Thighvertising

Advertainment

Junção das palavras advertisement (publicidade) e entertainment (entretenimeto). Refere-se ao fato de, hoje, não ser mais suficiente apenas anunciar as qualidades de um produto ou serviço. É preciso também entreter o consumidor. Com as redes sociais, isso tem se tornado cada vez mais importante: quando uma empresa lança um viral, como a Nokia e seu vídeo “Perdi meu amor na balada”, ou contrata os humoristas para fazer uma esquete, como a Lacta e o Porta dos Fundos ou a Mobly e Tatá Werneck, está fazendo advertainment.

Cocacolonization

Une Coca-cola e colonization (colonização). Refere-se à globalização de uma marca. E não há exemplo maior disso do que a Coca-cola, que é vendida em todos os países do mundo, exceto Cuba e Coréia do Norte. Para sermos justos, este termo não é novo: tem sido usado desde os anos 1950. À medida que mais e marcas foram se tornando mundiais, o termo foi se popularizando.

Badvertising

Bad + Advertising. Sabe aquele comercial que se esforça demais para ser polêmico e acaba ficando de mau gosto, ofendendo um monte de gente? É a isso que esse neologismo se refere: aquela publicidade que chama atenção, mas pelos motivos errados.

Em 2009, um anúncio da marca Doritos foi considerado homofóbico por diversos internautas. Depois de centenas de reclamações, o Conar acabou suspendendo a peça.

Subvertising

Junta subversive + advertising.  É quando  um falso comercial ou uma sátira a um comercial existente é feita para defender uma posição política ou criticar uma empresa. No começo, você pensa se tratar de um comercial de verdade. Aos poucos, vai percebendo que não. Essa quebra de expectativa é uma maneira bastante forte e eficaz de passar uma mensagem crítica.

Veja um exemplo de subvertising criticando a Ryanair, companhia aérea europeia que oferece voos de baixo custo:

*Marjorie Rodrigues é formada em comunicação social pela ECA-USP e mestre em estudos de gênero pela Utrecht University e Central European University. É também editora do Flipit Brasil.

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