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Interagir é mais que colocar tweets na tela

gugu-liberato

{6baa8faa-39cb-4031-9f02-e2cd4c6f1dfc}_guguTenho visto em alguns blogs e outros sites a repercussão da saída do apresentador Gugu Liberato da Record. Entre outras teorias e debates, um me levou a uma reflexão que gostaria de compartilhar com vocês. Desde muito tempo, a discussão entre mídia impressa e digital pauta debates, tanto na academia quanto no mercado. Mas afinal, o que tem a ver a saída de Gugu com isso?

Que a comunicação vive um novo cenário, todo mundo já cansou de saber. E que a mídia tradicional está sofrendo certo declínio com isso, também. A saída do Gugu é apenas reflexo de uma realidade atual da TV. Ela não consegue mais pagar os salários astronômicos que pagava a tanto tempo. Ela vive de publicidade e, por ser essa ser sua principal fonte, está com as receitas minguantes. O desafio agora não é vencer a internet, mas adequar-se a ela e descobrir a melhor forma de monetizar sua atuação. Esse é o real desafio. Rivalizar mídia é algo já antigo na história da comunicação. Aconteceu com a pintura quando surgiu a fotografia, com o cinema quando surgiu a TV e hoje vivemos mais um.  O que acontece é que os profissionais de comunicação inseridos na mídia tradicional estão em um processo lento de adequação e, muitas vezes pela estagnação dos seus gestores, seguem o rio rumo ao penhasco da cachoeira. É preciso transformar. É preciso ir além de fazer interação colocando postagem do Twitter na tela ou ler comentários de qualquer rede social no ar.

Esse cenário é muito novo, já que o conteúdo digital é algo tão recente. Portanto, nós, comunicadores, adquirimos para si mais uma função: Transformar o mercado. Para isso, é importante que essa transformação aconteça também na academia. O incentivo ao conteúdo “transmidiatizado” , alocado em diversas plataformas, tem que ser uma realidade dentro das universidades.  Quanto à mídia tradicional, não acredito no início do fim, mas na transformação que pode ser fundamental para um novo começo.

Sobre o Autor

João Augusto Limeira

João Augusto Limeira é um potiguar todo cosmopolita. Trabalha com comunicação digital há 6 anos e é pesquisador em cibercultura. Ouve desde o rock dos anos 50 até os hits mais atuais do rádio com ênfases em tudo aquilo que faz o seu pensamento chegar o mais longe possível. :)

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