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Quem compartilha nunca fica sozinho

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Escrito por José Calazans

Quando criança eu ouvia dos mais velhos a máxima que eu deveria ler, pois quem lê nunca fica sozinho. Hoje que a informação ficou abundante e a curadoria de conteúdo se tornou essencial, mudamos a máxima para quem compartilha nunca fica sozinho.

Na infância eu me sentia um forever alone por não ter lido um livro. Eu imaginava que ninguém falaria comigo nas festas de aniversário por não ter lido Senhor dos Anéis.

Ledo engano que só descobri quando adulto. Meus amigos estavam comigo pelas piadas na escola, brincadeiras no recreio e pelas partidas de Street Fight. Por sinal, o vídeo game foi uma das minhas primeiras lições sobre o livro não ser a única fonte de bate papo e novas amizades. Quem tinha um Super Nintendo e chamava a galera para jogar em casa eram os que menos ficavam sozinhos. Porque eles compartilhavam o que tinham.

Dia 06/11 estive em um evento em Belém que me fez comprovar novamente que ao compartilharmos nunca ficamos sozinhos. Estava em um auditório onde as tomadas eram artigos de luxo. Ele foi construído, se não me engano, na década de 80, período onde nem sonhavamos que teríamos tantos devices mobile conosco, nem imaginavamos que tomadas seriam tão necessárias quanto beber dois litros de água por dia. Então para que colocar tomadas dentro do auditório, né?

Quando ocorreu o coffeebreak deixei a fome de lado e parti em busca de uma tomada no lado de fora do auditório. Na busca encontrei uma próximo a escada. Tirei a extensão que um amigo me emprestou, conectei meu celular, chamei os amigos e outros que estavam por perto e compartilhei a tomada. Havia uma pessoa sem carregador por isso emprestei um cabo USB e um adaptador de tomadas para ele.

Em questão de minutos virou um bate papo e aumento de network enquanto estávamos esperando os equipamentos carregarem. Foi aí que percebi que o mais importante é disponibilizar algo que as pessoas necessitam do que guardar para si o que aprendeu em um livro e esperar os outras chegarem. O compartilhamento da tomada foi fato gerador de uma rede social naquela momento.

Se eu tivesse que dizer algo que agregou mais ao evento foi esse compartilhamento. Por isso continue compartilhando, pois só assim você não ficará sozinho.

Sobre o Autor

José Calazans

Analista de Mídias sociais desde 2009. Já fez ações em mídias digitais para Vale e Governo do Estado do Amapá. Atuou como Analista de Mídias Sociais na campanha da ex governadora Ana Júlia Carepa no Pará. É Publicitário, formado pela Universidade da Amazônia (UNAMA).
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