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O off-line como promovedor do on-line

Aqui no blog falamos muito sobre o marketing digital, a abordagem das empresas no mundo virtual e o quão importante isso é hoje em dia. De fato, hoje em dia isso passou a ser uma necessidade, e não só modismo (afinal, onde já se viu uma empresa não ter nem um site, além disso, se não aparece no Google é porque não existe, não é?!). Seja um site institucional ou a presença em mídias sociais, a internet passou a ser uma ferramenta muito importante para a estratégia de comunição de uma empresa.

Mas a internet não é a única forma de divulgação e de relacionamento que existe hoje em dia. Pode parecer contraditório alguém que fala muito em relacionamento virtual, e que a tem como instrumento principal de trabalho (e eu não sobreviveria sem ela!) estar falando isso… e o objetivo deste post nem é entrar na questão da importância e da participação da web na vida das pessoas. Mas sim, de indicar que a internet não é tudo, ao menos para este país!

Vamos aos fatos: Segundo o Ibope Nielsen Online, de 2009, o Brasil é o 5º país com maior número de conexões. Destes, 27,5 milhões acessam regulamente de suas casas, e 36,4 milhões acessam do seu trabalho. Referindo-se a tempos médios de navegação, o Brasil é líder mundial, com 48 horas para navegação em sites, e 71 horas para aplicativos (como MSN). Já se referindo a publicidade on-line, a internet é o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, perdendo apenas para rádio e TV. Estima-se que 70% dos consumidores confiem em opiniões feitas neste meio.

E agora lhes trago mais dados: dados do IBGE indicam que 65% dos brasileiros ainda não possuem acesso à web. Dentre os principais motivos disso o maior é o custo elevado, para 54% dos entrevistados pela entidade. Estive lendo sobre a ampliação do uso da internet pela banda larga, um projeto do governo, que caminha, como quase tudo neste país, em marcha lenta.  A novidade é de que os senadores querem um novo debate, será que ainda não estão convencidos da importância de um projeto assim? Ou estão preocupados com o buzz das próximas eleições?

Apesar do crescimento dos acessos (inclui-se além dos dados indicados anteriormente a questão das lan houses e ONGs que permitem a inclusão digital), particularmente percebo no meu dia-a-dia diversas pessoas (principalmente de gerações anteriores a da Y) que não tem familiaridade alguma com a ferramenta. E tenho certeza que você também conhece pessoas assim.

E como ficam as marcas e as empresas nessa história toda? Uma ação incrível no Twitter, um site com design nunca visto anteriormente, um novo APP para o Orkut… e a divulgação fica apenas nestes mesmos meios. Como fazer, principalmente para marcas ‘populares’, com que a grande massa saiba dessa nova ação? E ainda mais, como fazer com que participe?

Um case a partir disso tudo? A cerveja Devassa, lógico! Uma incrível ideia de lançar em um comercial na TV para as pessoas correrem ao Twitter e envolvendo o site. Eles foram muito além, a propaganda foi veiculada durante o Big Brother Brasil, quer horário melhor para atingir uma grande parte da população brasileira? Na minha opinião, foi a união perfeita entre a mídia tradicional e a web.

Mas e quando nosso cliente não tem milhões e milhões para criar e anunciar a campanha na TV, e você trabalha com um público de cidades pequenas e limitadas? #comofas? Simplesmente desiste da “bolha da internet”?

Eis uma boa discussão, essa é a hora que o on-line precisa da ajuda do off-line para se promover. Sem planos mirabolantes ou manual de instruções para isso, é preciso criatividade e coragem para isso. A empresa precisa abraçar o seu valor na esfera digital, “assumir” nas suas formas de comunicação tradicionais que está nela, fazer com que todos os seus consumidores, mesmo que se não tiverem acesso a rede, saibam que ela está lá também.

Desta forma o Joãozinho que não tem nem um computador e gosta muito da marca de tênis XYZ, vai lembrar do anúncio no jornal da cidade falando do novo site da empresa, e quando ele estiver em uma lan house vai acessar e conferir essa novidade. É muito importante que as marcas destaquem suas participações na internet em todas as suas divulgações. E principalmente pelo grande número de fakes que existem, em especial nas redes sociais, e que fazem com que os consumidores fiquem na dúvida da veracidade das informações postadas por aquele usuário.

Seja qual for a sua marca e o mercado que quer atingir, não separe os seus canais de comunicação, crie uma aliança entre eles, faça com que sejam aliados. As oportunidades são cada vez mais presentes para isso, saiba aproveitá-las a seu favor.

Empresas devem seguir todos os seus followers no Twitter?

Seguir ou não seguir seus followers é um assunto que já foi amplamente debatido. Guy Kawasaky, uma celebridade do microblog e conhecido palestrante, defende que você siga todos aqueles que te seguem, por uma questão de cortesia e para que você possa se comunicar com eles via Direct Message (DM).

Enquanto responsável por um perfil corporativo no Twitter, confesso que ainda tenho dúvidas sobre qual a melhor decisão a tomar sobre o assunto. Seguir todos os followers da empresa é uma real maneira de se relacionar com eles? Vale a pena fazê-lo apenas por “cortesia”, como diz o Kawasaky?

Aqui mesmo no Midia Boom, em um excelente post , a Fernanda Fabian diz que sim. E também aconselha a dar RT em alguns tweets dos seus followers, pois isso é simpático e faz as pessoas se sentirem reconhecidas. Eu concordo com ela, mas minha experiência diz que isso não é tão fácil de fazer, pelo menos se não há alguém trabalhando exclusivamente aquele perfil (ou, no mínimo, trabalhando exclusivamente Mídias Sociais – o que é a realidade em muitas empresas).

Como é possível acompanhar uma timeline de mais de mil pessoas, a ponto de avaliar o que é interessante para dar RT? Ou até mesmo uma com 200 pessoas, e se relacionar verdadeiramente com elas? Na teoria, seria excelente. Fazer uma análise constante e contínua dos seus seguidores, seu comportamento, opiniões, assuntos favoritos. Geraria emprego para vários analistas de mídias sociais!

Na prática, acho difícil acontecer. É claro que há ferramentas que podem ajudar bastante, como clientes de Twitter que permitem organizar quem você segue em colunas e visualizá-los ao mesmo tempo, a própria ferramenta de listas do Twitter e outros recursos.

Simpatia ou puro interesse?

Se você é uma empresa e as pessoas seguem seu perfil corporativo, segui-las de volta parece ter o seu sentido de reciprocidade – se você se interessa por mim e pelo meu produto/serviço, eu me interesso por você, claro.

Mas aí é que está a dúvida: isso quer dizer que a empresa também deveria se interessar pelo que você diz no Twitter?

Sendo uma empresa, eu tenho como objetivo estreitar o relacionamento com o meu público-alvo, obviamente. Conhecê-lo melhor também é uma das minhas vontades. Mas a maneira de fazer isso é seguindo de volta?

Estarei exagerando se comparar, por exemplo, os seguidores do Twitter aos seguidores de um blog corporativo? Se há pessoas que se conectam ao seu blog corporativo, você investiga para ver se elas também tem um blog e se ele é interessante para você? Acredito que a resposta seja não (embora isso possa até ser uma boa idéia!)

E quando a empresa tem muitos followers, como fazer para acompanhar todos eles? Voltando ao Guy Kawasaky, seu propósito no Twitter, dito claramente por ele, é ter mais e mais pessoas para quem disseminar sua mensagem. O uso que ele defende para a ferramenta não é propriamente relacionamento, e sim marketing, embora ele tenha um cuidado especial com replies e direct messages, evitando fazer apenas “broadcasting”.

Aliás, o envio de mensagens promocionais frequentes, sem a preocupação de “conversar” com os followers, é um posicionamento muito condenado pelos tuiteiros brasileiros, que vêem o Twitter essencialmente como uma ferramenta de relacionamento. Opiniões sobre a impossibilidade de relacionamento com muitas pessoas também não faltam na blogosfera, como a do Cris Dias. Há também o recente estudo da Universidade de Oxford que diz que o cérebro humano só é capaz de lidar com 150 amigos.

Qual a conclusão?

Eu não tenho uma resposta certa, e acho que não há cartilha fechada para perfis corporativos no Twitter. Todos estamos constantemente aprendendo com o feedback dos próprios followers. Mesmo orientações sobre o que não fazer podem ser sempre incrementadas, pois o que não falta é gente criativa inventando mais e mais maneiras de incomodar os outros.

Mas acredito que há algumas maneiras de se relacionar com os seus followers e de interagir com eles, mesmo não seguindo de volta. Em primeiro lugar, favorite aqueles que realmente se relacionam com você: os que dão replys, RTs, escrevem sobre sua empresa e adicionam seu perfil em listas. Assim você sempre poderá voltar a eles para uma comunicação exclusiva ou um follow up do assunto tratado.

Esta lista de favoritos crescerá de acordo com o sucesso da sua estratégia de comunicação. Postando conteúdo relevante e atendendo bem seus clientes, online e offline, mais pessoas vão ter interesse em falar de você e com você (ou até por você).

Se sua estratégia é seguir todo mundo, eu acho que vale a pena então ver a cada dia quem são seus novos followers e clicar no perfil deles, para tentar conhecê-los melhor e classificá-los (cliente, prospect, usuário, localidade, o que for possível e de acordo com a sua necessidade).

Seja qual for a sua decisão, o mais importante é sempre a interação. Relacione-se com eles: agradeça, responda, premie, faça com que se sintam importantes – pois eles realmente o são!

Uma dica: a ferramenta de listas do Twitter permite que você acompanhe muitas pessoas, organizadas de acordo com o seu interesse, sem que você obrigatoriamente tenha que segui-las ( e consequentemente inchar sua timeline).

E você, o que acha? Empresas devem seguir todos os followers? Compartilhe sua opinião conosco!

Mídias Sociais: Por Onde Começar?

Por Marisa Lemos

Quem acompanha há algum tempo artigos sobre Mídias Sociais já sabe como começar a atuar nessa área. O próprio nome já dá a pista: as Mídias são Sociais. Portanto, cumpra o básico: seja sociável. Interaja com seus consumidores. Respeite os primeiros passos das mídias sociais: ouvir e interagir. Entrar nessa para manter trancadas as informações sobre sua empresa, deixar perguntas sem resposta e ignorar o que dizem os usuários, é brincar de cabra-cega à beira do precipício (como está fazendo a Claro).

Mas a pergunta aqui não é como, e sim por onde começar. Uma pergunta cada vez mais difícil de ser respondida e que geralmente vem acompanhada de outra: “como separar o que é bom do que não serve para a minha empresa”?

Quando digo que a pergunta é difícil, é porque a cada dia surgem novos sites, novas ferramentas que adicionam valor a mídias sociais já existentes, novas formas de interagir, e consequentemente novas necessidades de monitoramento, estudo e acompanhamento. Como escolher sem experimentar ou testar tudo? Mais do que testar, é preciso entender e monitorar para ter noção do que realmente funciona.

Se você não tem uma equipe à sua disposição para sair criando perfis em todos os sites e testando, por exemplo, os 275 aplicativos para o twitter, use as próprias redes a seu favor, perguntando para profissionais da área quais os pontos fortes e fracos dos sites e ferramentas. E busque o que os próprios usuários falam das redes.

A escolha do que é bom ou não, do que serve ou não serve para a sua empresa (ou para a empresa do seu cliente) não é tão complicado quanto pode parecer à primeira vista. Sabendo qual é o público-alvo da empresa, buscam-se as redes que atendem a esse perfil de público, as em que ele é mais ativo, as que possuem mais comentários e menções à empresa em questão e vai-se experimentando, uma a uma ou de acordo com o que é possível administrar.

Acredito que aí esteja uma das grandes razões da dúvida de por onde começar: muitas empresas não sabem qual é realmente o seu público-alvo. Outras estão ainda engatinhando nesse quesito. Nestes casos, talvez seja melhor começar pelas mídias “de massa”, como o Orkut, e ir “refinando” de acordo com as respostas que obtiver e com as pistas que você conseguir monitorando a presença da empresa na web.

Em outros casos, de público-alvo bem definido, é preciso escolher as comunidades, sites, redes e blogs mais afinados com o público e com o posicionamento da marca e planejar sua ação/interação de acordo com o perfil e as regras de cada um. Lembre-se: aqui é que entram os primeiros passos lá de cima. Entenda primeiro quais são as regras escritas e não-escritas (sim, elas existem) das redes sociais para depois – e apenas depois! – começar a divulgar seus produtos.

Aí aparece um segundo problema, também bastante sério e mais comum do que se pensa: o que a empresa quer “começando” nas mídias sociais?

Se o objetivo não está definido (uma promoção, conhecer os consumidores, construir relacionamento, divulgar um novo produto, “é tudo isso!”, por exemplo), comece apenas monitorando. O básico para iniciar o monitoramento é usar a busca do Google, o Google Alerts e sites como o Social Mention, o Scup e o Samepoint.

Já vai fazer um bem enorme para sua marca que a empresa tenha consciência do que andam falando sobre ela na internet. Mas faça isso e se prepare para começar a responder, pois nenhum consumidor quer ficar eternamente sem resposta.

Outro lembrete (óbvio!) que é bom dar ainda no começo: o que funciona para uma empresa não obrigatoriamente funciona para outra.

Mesmo que funcione no seu mercado, não quer dizer que você tem que seguir o modus operandi do seu concorrente. Teste, experimente, faça diferente, faça melhor. Para fazer melhor, muitas vezes é preciso apenas tentar. Comece!

Se você não tem certeza de como nem por onde começar, pare, pense, avalie e planeje. Mas comece. Não fique parado por muito tempo, pois a essa altura a sua empresa já está nas Mídias Sociais: você é que ainda não sabe disso.

E você, por onde começou sua atuação em Mídias Sociais? Compartilhe conosco sua estratégia!

Mobilização virtual: como tem sido a repercussão do Haiti nas redes

Por Fernanda Fabian
Estamos apenas em janeiro de 2010 e tantos desastres já aconteceram tanto no Brasil quanto no Mundo a fora. O terremoto no Haiti foi uma ação da natureza, das mais complexas que já vi. Eu acredito na ideia de que isso é uma resposta a forma como o homem trata a natureza (observação: não estou dizendo que alguém é merecedor disso, lógico que não! Mas já é de anos que é tanto falado sobre cuidar do meio ambiente, e as consequências dessa falta de cuidado ainda estão por vir…). Mas isso não passa de uma opinião pessoal. Em outro momento falarei sobre a “falta de verde no mundo”.

A questão que lhes trago é uma junção de vários noticiários (fontes ao final do post) sobre como foi repercutido esse desastre nas mídias sociais, que, obviamente, não ficaram paradas.

Simples, complexas, solidárias, envolvendo ou não doações foram muitas as pessoas que se mobilizaram e se sentiram na obrigação de fazer alguma coisa:

- Poucas horas depois do terremoto foi criada a comunidade no Facebook: “O Haiti precisa de nós e nós do Haiti” – rapidamente envolveu 2,2 mil pessoas dispostas a recolher produtos de necessidade básica para serem enviados às vítimas do terremoto.

- No inicio da quarta-feira (13) no Brasil, “Haiti” era o tópico mais procurado no Twitter. Por volta das 9h, “Haiti” e “Earthquake” (terremoto em inglês) estavam entre os assuntos mais comentados no serviço de microblog.

- Muitos internautas usaram o serviço Twibbon para incluir uma bandeira do país em seus avatares, no Twitter.

- Sites de imagens como o Twitpic e o Flickr, estão recebendo imagens de edifícios derruídos, pessoas assustadas e outros momentos da catástrofe.

- Alguns vídeos gravados por moradores chegaram à rede, como um colocado no YouTube, poucas horas depois do grande tremor, que mostrava a nuvem de poeira gerada pelos desabamentos de diversos edifícios e no qual se ouve em inglês a voz nervosa de uma mulher dizendo que “o mundo vai acabar”

- Uma mensagem está sendo repassada de pessoa para pessoa, no MSN, fazendo um apelo para que todos coloquem seu status em modo “Ocupado”, em memória das vítimas do terremoto que abateu aquele país. A mensagem diz o seguinte: “Todos em modo “ocupado” para fazer homenagem a todas a vitimas do Haiti… Vai passando pro povo On Line, coloca seu status Ocupado Por Favorr”

- O Google Earth adicionou imagens do Haiti após o terremoto. Os organizadores da ferramenta disseram esperar que a ferramenta “ajude as equipas de socorro no resgate de vítimas”.

- Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

- Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

- Entre os microblogs mais visitados estão o da Cruz Vermelha e do rapper haitiano Wyclef Jean, que vive nos Estados Unidos, mas que estava na vizinha República Dominicana e pediu a seus 1,3 milhão de fãs que “rezem” por seu país.

Alguns perfis no Twitter para obter informações e ajudar o povo haitiano.
http://twitter.com/RedCross Cruz Vermelha internacional
http://twitter.com/cvbsp
cruz vermelha sp
http://twitter.com/estadao/terremoto-haiti

http://twitter.com/el_pais/haiti

http://twitter.com/viva_Rio
http://twitter.com/nytimes/haiti-earthquake nyt
http://twitter.com/cnnbrk/haiti cnn
http://twitter.com/Wyclef
http://twitter.com/msfbrasil

- FarmVille, Mafia Wars e Zynga Poker em prol do país. A Zynga anunciou o lançamento de itens especiais nestes três populares aplicativos do Facebook. São itens vendidos dentro dos jogos, e que terão 100% de seu custo revertido para o fundo de ajuda ao Haiti. No FarmVille, são sementes de milho, no Mafia Wars, um tambor haitiano e no Zynga Poker, um pacote de fichas especiais. Em poucas horas, a Zynga afirmou que já arrecadou cerca de US$ 1.2 milhão de dólares.

Outra forma de ajuda, por parte do Google foi a criação da página: http://www.google.com/relief/haitiearthquake/ nela o usuário pode fazer doações para a compra de donativos com a Unicef e a Care. Além de indicar outras formas de ajudar, como por exemplo, pela Cruz Vermelha.

Há quem não acredite que muitas dessas ações sejam totalmente direcionadas para ajudar, sem passar por um “aproveitamento da situação”. Eu prefiro acreditar na boa vontade das pessoas, se pensarmos um pouco que seja de que uma tragédia dessas podia acontecer até no nosso país (sem comparações a grandiosidade de situações, mas vamos lembrar como foi a de Santa Catarina…), a solidariedade seria ainda maior.

Como não podemos pegar o primeiro avião e ir para lá ajudar com nossas próprias mãos, estas são algumas opções diferentes. Faça o que estiver ao seu alcance!

Fontes: InfoBrasil . BBC . Brainstorm9 . Vooz . AdNwes

Parceria inédita integra Twitter e busca local

Por Marisa Lemos

O Guia Local CitySearch, dos Estados Unidos, anunciou ainda em 2009 uma parceria com o Twitter que dá pistas sobre como as contas pagas para empresas (ainda não oficialmente lançadas pelo microblog) podem ser.

O CitySearch oferece para as empresas que fazem parte do site várias ferramentas que facilitam o uso do Twitter. Pela primeira vez, é possível criar uma conta no Twitter sem acessar o Twitter.com: isso é feito a partir da própria página da empresa no CitySearch.

As empresas que já possuem conta no twitter têm suas postagens e os tweets que mencionam a empresa incorporados à sua página, permitindo que os clientes vejam o que está sendo falado sobre ela e também comentem em tempo real.

Qual a idéia por trás disso? Os clientes do CitySearch são empresas locais e pequenas empresas, que nos Estados Unidos já fazem bastante uso do Twitter como ferramenta de marketing. Assim, o primeiro objetivo é sem dúvida agregar valor para seus clientes, facilitando o uso de uma ferramenta já conhecida por eles.

O CitySearch se tornou o primeiro site de listagem de negócios a exibir endereços de perfis sociais das empresas ao lado de informações tradicionais como endereço, telefone e email. Mas ele não pretende parar por aí: quer ser um “diretório de mídia social”, aparecendo como resultado cada vez que alguém buscar a página de uma empresa no Facebook ou no Twitter. Ou seja, quer reunir todas as informações sobre uma determinada empresa em suas páginas, mostrando um perfil completo de cada uma – inclusive seus perfis em mídias sociais e reviews.

A despeito das intenções do CitySearch – obviamente relacionadas a fidelização dos clientes e a aumento de audiência – a idéia de um “diretório de mídia social” representa uma transição definitiva para as empresas: a interatividade como norma.

Só que relacionar perfis em Mídias Sociais como formas de contato da empresa, além dos tradicionais e-mail e telefone, não acrescenta muito ao que já temos hoje aqui no Brasil, por exemplo. Embora seja, sem dúvida, um passo adiante para muitas empresas, ainda fora das Mídias Sociais.

O que impressiona mais na notícia do CitySearch é realmente a incorporação das mensagens do Twitter no perfil oficial das empresas. Twitter é tempo real, não é um review ou um comentário que pode ser moderado ou até eliminado. Ao exibir as mensagens dos consumidores no Twitter, essas pequenas empresas estão assinando embaixo do que os consumidores dizem sobre elas. É, sem dúvida, um reconhecimento do poder do consumidor na internet hoje.

Nestes tempos em que uma mensagem no twitter falando do #fail de alguma empresa é espalhada rapidamente e vira notícia online no mesmo dia (como no caso da BestShopTv, no ano passado), uma empresa não é mais o que ela faz, o que vende, o ambiente de trabalho que proporciona, o que acredita. Ela não é nem mesmo os serviços que presta aos seus consumidores: hoje, cada vez mais, uma empresa é o que os consumidores pensam – e falam – dela.

Fonte: New  York Times

O Big Brother e as Mídias Sociais

Por Carolina Gancev

Desde a primeira edição do reality show, em 2000, em que o programa foi um sucesso estrondoso mesmo com o Sr. Abravanel acabando com a graça da estréia dos realitys na TV, todos os anos após as festas de fim de ano começam as expectativas para a próxima edição do BBB. Eis que chegamos na 10ª edição do programa, com o prêmio de um milhão e meio de reais para o vencedor e parece que dessa vez o Boninho resolveu inovar na forma com que escolhe os participantes.

Todos nós que somos viciados em mídias sociais e em todas as façanhas que a internet nos proporciona nos dias atuais, sabemos que elas, junto com a capacidade extraordinária de gerar um buzz marketing enorme da noite para o dia e de como pode potencializar os resultados de uma campanha de marketing viral num piscar de olhos, são a tendência do momento. Boninho e sua equipe não podiam ficar de fora dessa.

Dentre os participantes da casa, já temos alguns que são bem conhecidos na internet. São usuários comuns, que assim como eu e você, adoram a internet e um dia resolveram criar um blog pra falar sobre #whatever , um canal de vídeos no Youtube pra postar vídeos de sua própria autoria, e um perfil no twitter, em que possuem milhares de seguidores nele.

Venho então trazer uma pergunta: será que a escolha desses participantes não foi proposital? Sim, o Sr. Boninho e sua equipe com certeza pensaram bem antes de escolher tais candidatos. Ora, este ano o programa chega a sua 10ª edição e com uma bolada inédita de um milhão e meio de reais. Por que não aproveitar o sucesso dos participantes na internet para gerar um burburinho, vulgo buzz marketing?

Algumas pesquisas já realizadas apontam que os hábitos dos internautas que fazem parte do twitter, por exemplo, o utilizam para obter notícias e a formação de opinião sobre produtos e serviços é fortemente influenciada pelos comentários que ali acontecem. Junte a fome com a vontade de comer e você consegue fazer com que seu produto, no caso o Big Brother Brasil, caia (ainda mais) na boca do povo. Para um programa que é exibido em um canal de TV aberta, quanto mais gente falando, mais audiência, melhor fica.

Se o objetivo da Globo era gerar mais falatório e comentários sobre o BBB10, eles conseguiram, e da forma mais adequada possível.