O off-line como promovedor do on-line

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Aqui no blog falamos muito sobre o marketing digital, a abordagem das empresas no mundo virtual e o quão importante isso é hoje em dia. De fato, hoje em dia isso passou a ser uma necessidade, e não só modismo (afinal, onde já se viu uma empresa não ter nem um site, além disso, se não aparece no Google é porque não existe, não é?!). Seja um site institucional ou a presença em mídias sociais, a internet passou a ser uma ferramenta muito importante para a estratégia de comunição de uma empresa.

Mas a internet não é a única forma de divulgação e de relacionamento que existe hoje em dia. Pode parecer contraditório alguém que fala muito em relacionamento virtual, e que a tem como instrumento principal de trabalho (e eu não sobreviveria sem ela!) estar falando isso… e o objetivo deste post nem é entrar na questão da importância e da participação da web na vida das pessoas. Mas sim, de indicar que a internet não é tudo, ao menos para este país!

Vamos aos fatos: Segundo o Ibope Nielsen Online, de 2009, o Brasil é o 5º país com maior número de conexões. Destes, 27,5 milhões acessam regulamente de suas casas, e 36,4 milhões acessam do seu trabalho. Referindo-se a tempos médios de navegação, o Brasil é líder mundial, com 48 horas para navegação em sites, e 71 horas para aplicativos (como MSN). Já se referindo a publicidade on-line, a internet é o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, perdendo apenas para rádio e TV. Estima-se que 70% dos consumidores confiem em opiniões feitas neste meio.

E agora lhes trago mais dados: dados do IBGE indicam que 65% dos brasileiros ainda não possuem acesso à web. Dentre os principais motivos disso o maior é o custo elevado, para 54% dos entrevistados pela entidade. Estive lendo sobre a ampliação do uso da internet pela banda larga, um projeto do governo, que caminha, como quase tudo neste país, em marcha lenta.  A novidade é de que os senadores querem um novo debate, será que ainda não estão convencidos da importância de um projeto assim? Ou estão preocupados com o buzz das próximas eleições?

Apesar do crescimento dos acessos (inclui-se além dos dados indicados anteriormente a questão das lan houses e ONGs que permitem a inclusão digital), particularmente percebo no meu dia-a-dia diversas pessoas (principalmente de gerações anteriores a da Y) que não tem familiaridade alguma com a ferramenta. E tenho certeza que você também conhece pessoas assim.

E como ficam as marcas e as empresas nessa história toda? Uma ação incrível no Twitter, um site com design nunca visto anteriormente, um novo APP para o Orkut… e a divulgação fica apenas nestes mesmos meios. Como fazer, principalmente para marcas ‘populares’, com que a grande massa saiba dessa nova ação? E ainda mais, como fazer com que participe?

Um case a partir disso tudo? A cerveja Devassa, lógico! Uma incrível ideia de lançar em um comercial na TV para as pessoas correrem ao Twitter e envolvendo o site. Eles foram muito além, a propaganda foi veiculada durante o Big Brother Brasil, quer horário melhor para atingir uma grande parte da população brasileira? Na minha opinião, foi a união perfeita entre a mídia tradicional e a web.

Mas e quando nosso cliente não tem milhões e milhões para criar e anunciar a campanha na TV, e você trabalha com um público de cidades pequenas e limitadas? #comofas? Simplesmente desiste da “bolha da internet”?

Eis uma boa discussão, essa é a hora que o on-line precisa da ajuda do off-line para se promover. Sem planos mirabolantes ou manual de instruções para isso, é preciso criatividade e coragem para isso. A empresa precisa abraçar o seu valor na esfera digital, “assumir” nas suas formas de comunicação tradicionais que está nela, fazer com que todos os seus consumidores, mesmo que se não tiverem acesso a rede, saibam que ela está lá também.

Desta forma o Joãozinho que não tem nem um computador e gosta muito da marca de tênis XYZ, vai lembrar do anúncio no jornal da cidade falando do novo site da empresa, e quando ele estiver em uma lan house vai acessar e conferir essa novidade. É muito importante que as marcas destaquem suas participações na internet em todas as suas divulgações. E principalmente pelo grande número de fakes que existem, em especial nas redes sociais, e que fazem com que os consumidores fiquem na dúvida da veracidade das informações postadas por aquele usuário.

Seja qual for a sua marca e o mercado que quer atingir, não separe os seus canais de comunicação, crie uma aliança entre eles, faça com que sejam aliados. As oportunidades são cada vez mais presentes para isso, saiba aproveitá-las a seu favor.

Empresas devem seguir todos os seus followers no Twitter?

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Seguir ou não seguir seus followers é um assunto que já foi amplamente debatido. Guy Kawasaky, uma celebridade do microblog e conhecido palestrante, defende que você siga todos aqueles que te seguem, por uma questão de cortesia e para que você possa se comunicar com eles via Direct Message (DM).

Enquanto responsável por um perfil corporativo no Twitter, confesso que ainda tenho dúvidas sobre qual a melhor decisão a tomar sobre o assunto. Seguir todos os followers da empresa é uma real maneira de se relacionar com eles? Vale a pena fazê-lo apenas por “cortesia”, como diz o Kawasaky?

Aqui mesmo no Midia Boom, em um excelente post , a Fernanda Fabian diz que sim. E também aconselha a dar RT em alguns tweets dos seus followers, pois isso é simpático e faz as pessoas se sentirem reconhecidas. Eu concordo com ela, mas minha experiência diz que isso não é tão fácil de fazer, pelo menos se não há alguém trabalhando exclusivamente aquele perfil (ou, no mínimo, trabalhando exclusivamente Mídias Sociais – o que é a realidade em muitas empresas).

Como é possível acompanhar uma timeline de mais de mil pessoas, a ponto de avaliar o que é interessante para dar RT? Ou até mesmo uma com 200 pessoas, e se relacionar verdadeiramente com elas? Na teoria, seria excelente. Fazer uma análise constante e contínua dos seus seguidores, seu comportamento, opiniões, assuntos favoritos. Geraria emprego para vários analistas de mídias sociais!

Na prática, acho difícil acontecer. É claro que há ferramentas que podem ajudar bastante, como clientes de Twitter que permitem organizar quem você segue em colunas e visualizá-los ao mesmo tempo, a própria ferramenta de listas do Twitter e outros recursos.

Simpatia ou puro interesse?

Se você é uma empresa e as pessoas seguem seu perfil corporativo, segui-las de volta parece ter o seu sentido de reciprocidade – se você se interessa por mim e pelo meu produto/serviço, eu me interesso por você, claro.

Mas aí é que está a dúvida: isso quer dizer que a empresa também deveria se interessar pelo que você diz no Twitter?

Sendo uma empresa, eu tenho como objetivo estreitar o relacionamento com o meu público-alvo, obviamente. Conhecê-lo melhor também é uma das minhas vontades. Mas a maneira de fazer isso é seguindo de volta?

Estarei exagerando se comparar, por exemplo, os seguidores do Twitter aos seguidores de um blog corporativo? Se há pessoas que se conectam ao seu blog corporativo, você investiga para ver se elas também tem um blog e se ele é interessante para você? Acredito que a resposta seja não (embora isso possa até ser uma boa idéia!)

E quando a empresa tem muitos followers, como fazer para acompanhar todos eles? Voltando ao Guy Kawasaky, seu propósito no Twitter, dito claramente por ele, é ter mais e mais pessoas para quem disseminar sua mensagem. O uso que ele defende para a ferramenta não é propriamente relacionamento, e sim marketing, embora ele tenha um cuidado especial com replies e direct messages, evitando fazer apenas “broadcasting”.

Aliás, o envio de mensagens promocionais frequentes, sem a preocupação de “conversar” com os followers, é um posicionamento muito condenado pelos tuiteiros brasileiros, que vêem o Twitter essencialmente como uma ferramenta de relacionamento. Opiniões sobre a impossibilidade de relacionamento com muitas pessoas também não faltam na blogosfera, como a do Cris Dias. Há também o recente estudo da Universidade de Oxford que diz que o cérebro humano só é capaz de lidar com 150 amigos.

Qual a conclusão?

Eu não tenho uma resposta certa, e acho que não há cartilha fechada para perfis corporativos no Twitter. Todos estamos constantemente aprendendo com o feedback dos próprios followers. Mesmo orientações sobre o que não fazer podem ser sempre incrementadas, pois o que não falta é gente criativa inventando mais e mais maneiras de incomodar os outros.

Mas acredito que há algumas maneiras de se relacionar com os seus followers e de interagir com eles, mesmo não seguindo de volta. Em primeiro lugar, favorite aqueles que realmente se relacionam com você: os que dão replys, RTs, escrevem sobre sua empresa e adicionam seu perfil em listas. Assim você sempre poderá voltar a eles para uma comunicação exclusiva ou um follow up do assunto tratado.

Esta lista de favoritos crescerá de acordo com o sucesso da sua estratégia de comunicação. Postando conteúdo relevante e atendendo bem seus clientes, online e offline, mais pessoas vão ter interesse em falar de você e com você (ou até por você).

Se sua estratégia é seguir todo mundo, eu acho que vale a pena então ver a cada dia quem são seus novos followers e clicar no perfil deles, para tentar conhecê-los melhor e classificá-los (cliente, prospect, usuário, localidade, o que for possível e de acordo com a sua necessidade).

Seja qual for a sua decisão, o mais importante é sempre a interação. Relacione-se com eles: agradeça, responda, premie, faça com que se sintam importantes – pois eles realmente o são!

Uma dica: a ferramenta de listas do Twitter permite que você acompanhe muitas pessoas, organizadas de acordo com o seu interesse, sem que você obrigatoriamente tenha que segui-las ( e consequentemente inchar sua timeline).

E você, o que acha? Empresas devem seguir todos os followers? Compartilhe sua opinião conosco!

Mídias Sociais: Por Onde Começar?

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Por Marisa Lemos

Quem acompanha há algum tempo artigos sobre Mídias Sociais já sabe como começar a atuar nessa área. O próprio nome já dá a pista: as Mídias são Sociais. Portanto, cumpra o básico: seja sociável. Interaja com seus consumidores. Respeite os primeiros passos das mídias sociais: ouvir e interagir. Entrar nessa para manter trancadas as informações sobre sua empresa, deixar perguntas sem resposta e ignorar o que dizem os usuários, é brincar de cabra-cega à beira do precipício (como está fazendo a Claro).

Mas a pergunta aqui não é como, e sim por onde começar. Uma pergunta cada vez mais difícil de ser respondida e que geralmente vem acompanhada de outra: “como separar o que é bom do que não serve para a minha empresa”?

Quando digo que a pergunta é difícil, é porque a cada dia surgem novos sites, novas ferramentas que adicionam valor a mídias sociais já existentes, novas formas de interagir, e consequentemente novas necessidades de monitoramento, estudo e acompanhamento. Como escolher sem experimentar ou testar tudo? Mais do que testar, é preciso entender e monitorar para ter noção do que realmente funciona.

Se você não tem uma equipe à sua disposição para sair criando perfis em todos os sites e testando, por exemplo, os 275 aplicativos para o twitter, use as próprias redes a seu favor, perguntando para profissionais da área quais os pontos fortes e fracos dos sites e ferramentas. E busque o que os próprios usuários falam das redes.

A escolha do que é bom ou não, do que serve ou não serve para a sua empresa (ou para a empresa do seu cliente) não é tão complicado quanto pode parecer à primeira vista. Sabendo qual é o público-alvo da empresa, buscam-se as redes que atendem a esse perfil de público, as em que ele é mais ativo, as que possuem mais comentários e menções à empresa em questão e vai-se experimentando, uma a uma ou de acordo com o que é possível administrar.

Acredito que aí esteja uma das grandes razões da dúvida de por onde começar: muitas empresas não sabem qual é realmente o seu público-alvo. Outras estão ainda engatinhando nesse quesito. Nestes casos, talvez seja melhor começar pelas mídias “de massa”, como o Orkut, e ir “refinando” de acordo com as respostas que obtiver e com as pistas que você conseguir monitorando a presença da empresa na web.

Em outros casos, de público-alvo bem definido, é preciso escolher as comunidades, sites, redes e blogs mais afinados com o público e com o posicionamento da marca e planejar sua ação/interação de acordo com o perfil e as regras de cada um. Lembre-se: aqui é que entram os primeiros passos lá de cima. Entenda primeiro quais são as regras escritas e não-escritas (sim, elas existem) das redes sociais para depois – e apenas depois! – começar a divulgar seus produtos.

Aí aparece um segundo problema, também bastante sério e mais comum do que se pensa: o que a empresa quer “começando” nas mídias sociais?

Se o objetivo não está definido (uma promoção, conhecer os consumidores, construir relacionamento, divulgar um novo produto, “é tudo isso!”, por exemplo), comece apenas monitorando. O básico para iniciar o monitoramento é usar a busca do Google, o Google Alerts e sites como o Social Mention, o Scup e o Samepoint.

Já vai fazer um bem enorme para sua marca que a empresa tenha consciência do que andam falando sobre ela na internet. Mas faça isso e se prepare para começar a responder, pois nenhum consumidor quer ficar eternamente sem resposta.

Outro lembrete (óbvio!) que é bom dar ainda no começo: o que funciona para uma empresa não obrigatoriamente funciona para outra.

Mesmo que funcione no seu mercado, não quer dizer que você tem que seguir o modus operandi do seu concorrente. Teste, experimente, faça diferente, faça melhor. Para fazer melhor, muitas vezes é preciso apenas tentar. Comece!

Se você não tem certeza de como nem por onde começar, pare, pense, avalie e planeje. Mas comece. Não fique parado por muito tempo, pois a essa altura a sua empresa já está nas Mídias Sociais: você é que ainda não sabe disso.

E você, por onde começou sua atuação em Mídias Sociais? Compartilhe conosco sua estratégia!

Mobilização virtual: como tem sido a repercussão do Haiti nas redes

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Por Fernanda Fabian
Estamos apenas em janeiro de 2010 e tantos desastres já aconteceram tanto no Brasil quanto no Mundo a fora. O terremoto no Haiti foi uma ação da natureza, das mais complexas que já vi. Eu acredito na ideia de que isso é uma resposta a forma como o homem trata a natureza (observação: não estou dizendo que alguém é merecedor disso, lógico que não! Mas já é de anos que é tanto falado sobre cuidar do meio ambiente, e as consequências dessa falta de cuidado ainda estão por vir…). Mas isso não passa de uma opinião pessoal. Em outro momento falarei sobre a “falta de verde no mundo”.

A questão que lhes trago é uma junção de vários noticiários (fontes ao final do post) sobre como foi repercutido esse desastre nas mídias sociais, que, obviamente, não ficaram paradas.

Simples, complexas, solidárias, envolvendo ou não doações foram muitas as pessoas que se mobilizaram e se sentiram na obrigação de fazer alguma coisa:

- Poucas horas depois do terremoto foi criada a comunidade no Facebook: “O Haiti precisa de nós e nós do Haiti” – rapidamente envolveu 2,2 mil pessoas dispostas a recolher produtos de necessidade básica para serem enviados às vítimas do terremoto.

- No inicio da quarta-feira (13) no Brasil, “Haiti” era o tópico mais procurado no Twitter. Por volta das 9h, “Haiti” e “Earthquake” (terremoto em inglês) estavam entre os assuntos mais comentados no serviço de microblog.

- Muitos internautas usaram o serviço Twibbon para incluir uma bandeira do país em seus avatares, no Twitter.

- Sites de imagens como o Twitpic e o Flickr, estão recebendo imagens de edifícios derruídos, pessoas assustadas e outros momentos da catástrofe.

- Alguns vídeos gravados por moradores chegaram à rede, como um colocado no YouTube, poucas horas depois do grande tremor, que mostrava a nuvem de poeira gerada pelos desabamentos de diversos edifícios e no qual se ouve em inglês a voz nervosa de uma mulher dizendo que “o mundo vai acabar”

- Uma mensagem está sendo repassada de pessoa para pessoa, no MSN, fazendo um apelo para que todos coloquem seu status em modo “Ocupado”, em memória das vítimas do terremoto que abateu aquele país. A mensagem diz o seguinte: “Todos em modo “ocupado” para fazer homenagem a todas a vitimas do Haiti… Vai passando pro povo On Line, coloca seu status Ocupado Por Favorr”

- O Google Earth adicionou imagens do Haiti após o terremoto. Os organizadores da ferramenta disseram esperar que a ferramenta “ajude as equipas de socorro no resgate de vítimas”.

- Tanto o Google quanto o site Facebook estão elaborando listas de desaparecidos.

- Outra ferramenta virtual que está se tornando vital para o socorro pós-desastre é o Ushahidi. O serviço, de código aberto, permite que se sobreponham mapas com informações obtidas de diversas fontes.

- Entre os microblogs mais visitados estão o da Cruz Vermelha e do rapper haitiano Wyclef Jean, que vive nos Estados Unidos, mas que estava na vizinha República Dominicana e pediu a seus 1,3 milhão de fãs que “rezem” por seu país.

Alguns perfis no Twitter para obter informações e ajudar o povo haitiano.
http://twitter.com/RedCross Cruz Vermelha internacional
http://twitter.com/cvbsp
cruz vermelha sp
http://twitter.com/estadao/terremoto-haiti

http://twitter.com/el_pais/haiti

http://twitter.com/viva_Rio
http://twitter.com/nytimes/haiti-earthquake nyt
http://twitter.com/cnnbrk/haiti cnn
http://twitter.com/Wyclef
http://twitter.com/msfbrasil

- FarmVille, Mafia Wars e Zynga Poker em prol do país. A Zynga anunciou o lançamento de itens especiais nestes três populares aplicativos do Facebook. São itens vendidos dentro dos jogos, e que terão 100% de seu custo revertido para o fundo de ajuda ao Haiti. No FarmVille, são sementes de milho, no Mafia Wars, um tambor haitiano e no Zynga Poker, um pacote de fichas especiais. Em poucas horas, a Zynga afirmou que já arrecadou cerca de US$ 1.2 milhão de dólares.

Outra forma de ajuda, por parte do Google foi a criação da página: http://www.google.com/relief/haitiearthquake/ nela o usuário pode fazer doações para a compra de donativos com a Unicef e a Care. Além de indicar outras formas de ajudar, como por exemplo, pela Cruz Vermelha.

Há quem não acredite que muitas dessas ações sejam totalmente direcionadas para ajudar, sem passar por um “aproveitamento da situação”. Eu prefiro acreditar na boa vontade das pessoas, se pensarmos um pouco que seja de que uma tragédia dessas podia acontecer até no nosso país (sem comparações a grandiosidade de situações, mas vamos lembrar como foi a de Santa Catarina…), a solidariedade seria ainda maior.

Como não podemos pegar o primeiro avião e ir para lá ajudar com nossas próprias mãos, estas são algumas opções diferentes. Faça o que estiver ao seu alcance!

Fontes: InfoBrasil . BBC . Brainstorm9 . Vooz . AdNwes

Parceria inédita integra Twitter e busca local

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Por Marisa Lemos

O Guia Local CitySearch, dos Estados Unidos, anunciou ainda em 2009 uma parceria com o Twitter que dá pistas sobre como as contas pagas para empresas (ainda não oficialmente lançadas pelo microblog) podem ser.

O CitySearch oferece para as empresas que fazem parte do site várias ferramentas que facilitam o uso do Twitter. Pela primeira vez, é possível criar uma conta no Twitter sem acessar o Twitter.com: isso é feito a partir da própria página da empresa no CitySearch.

As empresas que já possuem conta no twitter têm suas postagens e os tweets que mencionam a empresa incorporados à sua página, permitindo que os clientes vejam o que está sendo falado sobre ela e também comentem em tempo real.

Qual a idéia por trás disso? Os clientes do CitySearch são empresas locais e pequenas empresas, que nos Estados Unidos já fazem bastante uso do Twitter como ferramenta de marketing. Assim, o primeiro objetivo é sem dúvida agregar valor para seus clientes, facilitando o uso de uma ferramenta já conhecida por eles.

O CitySearch se tornou o primeiro site de listagem de negócios a exibir endereços de perfis sociais das empresas ao lado de informações tradicionais como endereço, telefone e email. Mas ele não pretende parar por aí: quer ser um “diretório de mídia social”, aparecendo como resultado cada vez que alguém buscar a página de uma empresa no Facebook ou no Twitter. Ou seja, quer reunir todas as informações sobre uma determinada empresa em suas páginas, mostrando um perfil completo de cada uma – inclusive seus perfis em mídias sociais e reviews.

A despeito das intenções do CitySearch – obviamente relacionadas a fidelização dos clientes e a aumento de audiência – a idéia de um “diretório de mídia social” representa uma transição definitiva para as empresas: a interatividade como norma.

Só que relacionar perfis em Mídias Sociais como formas de contato da empresa, além dos tradicionais e-mail e telefone, não acrescenta muito ao que já temos hoje aqui no Brasil, por exemplo. Embora seja, sem dúvida, um passo adiante para muitas empresas, ainda fora das Mídias Sociais.

O que impressiona mais na notícia do CitySearch é realmente a incorporação das mensagens do Twitter no perfil oficial das empresas. Twitter é tempo real, não é um review ou um comentário que pode ser moderado ou até eliminado. Ao exibir as mensagens dos consumidores no Twitter, essas pequenas empresas estão assinando embaixo do que os consumidores dizem sobre elas. É, sem dúvida, um reconhecimento do poder do consumidor na internet hoje.

Nestes tempos em que uma mensagem no twitter falando do #fail de alguma empresa é espalhada rapidamente e vira notícia online no mesmo dia (como no caso da BestShopTv, no ano passado), uma empresa não é mais o que ela faz, o que vende, o ambiente de trabalho que proporciona, o que acredita. Ela não é nem mesmo os serviços que presta aos seus consumidores: hoje, cada vez mais, uma empresa é o que os consumidores pensam – e falam – dela.

Fonte: New  York Times

O Big Brother e as Mídias Sociais

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Por Carolina Gancev

Desde a primeira edição do reality show, em 2000, em que o programa foi um sucesso estrondoso mesmo com o Sr. Abravanel acabando com a graça da estréia dos realitys na TV, todos os anos após as festas de fim de ano começam as expectativas para a próxima edição do BBB. Eis que chegamos na 10ª edição do programa, com o prêmio de um milhão e meio de reais para o vencedor e parece que dessa vez o Boninho resolveu inovar na forma com que escolhe os participantes.

Todos nós que somos viciados em mídias sociais e em todas as façanhas que a internet nos proporciona nos dias atuais, sabemos que elas, junto com a capacidade extraordinária de gerar um buzz marketing enorme da noite para o dia e de como pode potencializar os resultados de uma campanha de marketing viral num piscar de olhos, são a tendência do momento. Boninho e sua equipe não podiam ficar de fora dessa.

Dentre os participantes da casa, já temos alguns que são bem conhecidos na internet. São usuários comuns, que assim como eu e você, adoram a internet e um dia resolveram criar um blog pra falar sobre #whatever , um canal de vídeos no Youtube pra postar vídeos de sua própria autoria, e um perfil no twitter, em que possuem milhares de seguidores nele.

Venho então trazer uma pergunta: será que a escolha desses participantes não foi proposital? Sim, o Sr. Boninho e sua equipe com certeza pensaram bem antes de escolher tais candidatos. Ora, este ano o programa chega a sua 10ª edição e com uma bolada inédita de um milhão e meio de reais. Por que não aproveitar o sucesso dos participantes na internet para gerar um burburinho, vulgo buzz marketing?

Algumas pesquisas já realizadas apontam que os hábitos dos internautas que fazem parte do twitter, por exemplo, o utilizam para obter notícias e a formação de opinião sobre produtos e serviços é fortemente influenciada pelos comentários que ali acontecem. Junte a fome com a vontade de comer e você consegue fazer com que seu produto, no caso o Big Brother Brasil, caia (ainda mais) na boca do povo. Para um programa que é exibido em um canal de TV aberta, quanto mais gente falando, mais audiência, melhor fica.

Se o objetivo da Globo era gerar mais falatório e comentários sobre o BBB10, eles conseguiram, e da forma mais adequada possível.

Não basta twittar, saiba, também, escutar

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Category : Colaboradores, Colunas, Twitter

Por Fernanda Fabian

Muito mais que criar uma nova forma da sua empresa se comunicar com os clientes é fundamental saber gerenciar essa ferramenta. Não estou falando sobre nada muito complexo, muito pelo contrário, a resolução pode ser simples: apenas converse! Ouça o que o seu cliente tem para lhe dizer! Faça das redes sociais um espaço que não se restrinja a apenas divulgar, mas sim a ouvir!

Isso não vale apenas para o Twitter, mas sim para todas as outras redes como Orkut, Facebook ou mesmo um espaço como mural no seu site. Saber ouvir o que o cliente tem para falar sobre sua empresa ou produtos pode ser muito melhor do que pagar milhões por uma consultoria sobre opinião pública.

Para retratarmos como é a atuação do poder público nesses meios imagine que em um belo dia, mais de 100 pessoas estão na porta da sua empresa gritando, mostrando faixas e placas de rebeldia, enfim “fazendo barulho”, só porque você trocou a embalagem do produto e eles, como clientes, não gostaram por algum motivo. No mínimo, você iria entrar em desespero no primeiro momento, e em seguida iria tentar falar com eles para entender o que lhes incomodava, e após isso talvez iria reconsiderar a ideia de mudar esse layout. E é mais ou menos este o ‘barulho’ que as pessoas podem fazer, mas de forma virtual (o que pode até ser pior, já que isto ficará registrado na web, e cada vez que alguém fizer uma busca pelo seu nome isso irá aparecer).

Mas não significa que as pessoas utilizem as redes apenas para falar mal ou reclamar. Os comentários positivos também são bem fortes, e geram uma grande ‘publicidade gratuita’ para a empresa. Um exemplo foi quando a Coca-Cola lançou a nova embalagem da Aquarius Fresh, eu fiquei sabendo via Twitter da novidade e vi várias pessoas comentando sobre como ficou mais clean e bonita assim. Neste blog aqui você pode ter uma ideia de como foi essa repercussão (não deixe de ler os comentários).

Então, não basta apenas estar onde o seu cliente está, e procurar ficar ‘na moda da publicidade’, ou mesmo apenas marcar presença, saiba dialogar com ele.

Como você pode fazer isso? Com técnicas simples, como, por exemplo:

- Acessar as comunidades pertinentes ao seu produto e comentar, participar, estimular as pessoas a falarem o que pensam. E sempre dar um feedback sobre o que foi feito com aquilo que elas falaram;

- Fale assuntos interessantes, e não divulgue apenas qual o último lançamento da empresa (claro que deve ser citado, mas não limite em apenas isso). Se você vende pneus, fale sobre algum fato/ acontecimento que aconteceu na indústria automotiva;

- No caso do Twitter, siga as pessoas que lhe seguem (elas são seus clientes, não esqueça isso, por mais que você a ache desinteressante é com ela que você tem que falar). Dê ‘RT’ de alguns tweets que as pessoas falam sobre assuntos relacionados à organização. As pessoas costumam se sentir reconhecidas e privilegiadas quando alguém de destaque (ou empresa) repete o que ela disse.

- Opine nos blogs que falam sobre sua empresa e produtos, e identifique-se (veja o que o mercado Zaffari fez e foi comentado aqui). Ou mesmo em posts que procuram alguma solução que pode ser justamente o que seu produto faz (dê uma olhada no que o Omo fez com uma blogueira aqui).

- Comente sobre o que as pessoas falaram sobre assuntos gerais. Mas cuidado para não transparecer a sua opinião, não esqueça que você está falando pela empresa. É bom não demonstrar favorecimento de algum lado, como gostar do Grêmio e não do Inter ou qualquer coisa assim.

- Seus seguidores/ amigos não estão sempre on line no mesmo horário, lembre-se de falar com eles em vários períodos do dia. Inclusive, se for viável, falar nos finais de semana, já que tem vários locais que não permitem o acesso às redes durante o expediente.

- Obviamente, responda a todos os comentários, criticas, perguntas que lhe forem feitas. Às vezes o numero de comentários podem ser gigantes, mas justamente se você responder a todos que eles vão se sentir únicos e especiais.

- Nunca deixe de responder os e-mails e comentários que chegam até você via site. Que é o principal canal de comunicação oficial da empresa na web (já que muitas pessoas ficam na dúvida se os perfis das organizações nas redes são verdadeiros).

Outro exemplo pertinente é o do que aconteceu com o Nescau há um tempo. Logo que mudaram a fórmula, que alterou o sabor foi lançada a comunidade no Orkut: “Queremos o Nescau tradicional”, além dos vários tópicos em comunidades relacionadas, como “o Nescau tradicional vai sair de circulação”, “queremos o Nescau tradicional”, “quem vai parar de tomar Nescau assina aqui”. E o que eles fizeram? Falaram com essas pessoas e trouxeram de volta o sabor tradicional. E lógico, esse contato também teve um retorno, veja aqui.

Então não coloque o nome da sua empresa nas redes apenas para estarem lá, crie interação com as pessoas. Para que elas sintam que podem falar por ali e que vão obter um retorno. Este é um meio de fidelizar e de manter a marca na mente deles. E se sua organização não possui um suporte para fazer esse tipo de ação, não deixe de procurar um ‘especialista’. Não espere fazer isso apenas quando seu concorrente começar a fazer.

Para saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura dos seguintes links:

Redes Sociais: uma nova interação com o mercado (com vários exemplos)
http://www.administradores.com.br/noticias/redes_sociais_uma_nova_interacao_com_o_mercado/27779/

13 erros que não se deve cometer no Twitter
http://midiaboom.com.br/post/13-erros-que-nao-se-deve-cometer-no-twitter/

Como escrever um bom post no Twitter, case de venda
http://marcogomes.com/blog/2009/como-escrever-um-bom-post-no-twitter-case-de-venda

Facebook: As 10 Aplicações mais Populares

Category : Aplicativos, Colaboradores, Colunas, Facebook, Notícias e Post´s Diversos

Por Bruno de Souza
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Esses dias estava no Orkut, vejo muitas das ferramentas, jogos etc , e resolvi fazer um levantamento das ferramentas mais usadas no Facebook , Bem o Resultado é que muitos de vocês realmente não usam ou não sabem que as ferramentas do Facebook estão ali. Isto é uma coisa que o Facebook provavelmente tem a esperança de dar a volta por cima

Então Resolvi fazer um levantamento das ferramentas que os usuários do Facebook mais utilizam, e lógico que sempre há alguns vencedores de determinado campo de aplicativos, como esperado, os jogos sociais com destaque na lista.

Confira a lista abaixo com os aplicativos mais populares

10 - Pet Society

Pets play now

No mundo da Pet Society você e seu animal de estimação que você pode ter um grande momento! Você pode jogar decorar sua casa e até mesmo dar presentes para seus amigos quando você visitá-los. Você pode desfrutar de muitos jogos e atividades em Pet Society, jogar bola, pular corda, ir a caça ao tesouro na cidade. Aqueles que gostam de competir, eles podem participar das competições contra outros animais de estimação no Estádio dos animais de estimação!

9 – Status Shuffle

Status Shuffle é a maior coleção de mensagens Funny do Facebook na internet!.Encontre um status que você gosta, use-o, e atente para comentários seus amigos ”

8 – Desktop Notifications

Para o Mac OS X, inseri as suas notificações de trabalho, e avisa quando alguma atividade interessante está acontecendo no Facebook!

7. Restaurante City

Cooking Play Now

Cozinhar é uma tormenta imagine se for no restaurante da cidade! Você já se perguntou se você  poderia abrir seu próprio restaurante? E se você adicionar uma pitada de competição?, Por exemplo, uma rua cheia de restaurantes geridos por seus amigos. Ele permite que você crie seu próprio menu, e ainda por cima com uma colher enorme de diversão. Não é apetitoso?

6 – Scrabble

É um jogo de tabuleiro em que 2-4 jogadores procuram marcar pontos formando palavras interligadas usando pedras com letras num quadro com 225 quadros.

5 – Bejeweled Blitz

Você pode jogar esta versão especial do clássico puzzle criada apenas para o Facebook.  Compete contra amigos para exigir direitos. Cooperecom os seus amigos para ter uma chance de ganhar prêmios

4 – Twitter

Suas Atualizações do Twitter no facebook

3 – static FBML

Adicione recursos avançados à sua página por meio do aplicativo FBML estático do Facebook. Este aplicativo permite adicionar à sua página uma caixa na qual você pode apresentar conteúdos HTML ou FBML (Linguagem de Marcação do Facebook) para intensificar a personalização da página.

2 – Mafia Wars

Iniciar uma família da Máfia com seus amigos corre um império do crime e da luta para ser a família mais poderosa.

1 – FarmVille

Farm-Ville

O estilo dosjogos de simulação[bb]. Crie sua própria fazenda, cultivar suas culturas, e sua reprodução em animais. Lembrando que pra quem usa o Orkut La tem um clone desse jogo[bb] o Colheita Feliz que não chega nem aos pés do Farm Ville.

Espero que Tenham Gostado da lista, muitos não devem nem conhecer alguns desses aplicativos, então apartir de hoje estão convidados a testa-los e logico deixe sua opinião sobre o que você achou sobre os aplicativos

Quem você quer atingir mesmo?

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Category : Colaboradores, Colunas, Consumidores, Mídia Social

Por Fernanda Fabian
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Traçar o perfil do consumidor não é uma tarefa fácil. Hoje em dia não basta você categorizar pela idade, renda mensal, sexo ou cidade. As gerações são outras, os interesses são variados, os sonhos são outros, e mesmo a sexualidade entra em questão. E a tendência aponta que isso será cada vez mais modificável, as empresas precisam a cada dia disputar um espaço na mente dos seus clientes. Mas como chegar até eles sem ao menos saber quem são?!

Criar um relacionamento com seus clientes pelas redes sociais parece ser simples. Mas o que você vai abordar, por exemplo, aos seus seguidores no Twitter? Apenas lançar promoções para quem der RT de alguma frase sua? Bem provável que isso vá proporcionar alguns follows, mas eles lhe serão fieis e realmente se tornarão seus clientes? O que eles querem ouvir?

Isso pode soar estranho para empresas que nem usam o Twitter ou que passaram a ter contas gerenciadas pelo filho do amigo que gosta de ‘mexer na internet’. Mas a verdade é que o Twitter não é apenas uma ferramenta para entretenimento, as pessoas falam e falam muito sobre muitas marcas – desde grandes como bancos, celulares… até sobre o mercado na esquina de suas casas.

Tanta ‘revolução’ pode gerar uma certa ‘crise’ para algumas empresas, marcas e criadores, já que não existe mais um perfil único, ele é totalmente mutável.

Vamos partir para dois exemplos: A marca X resolveu criar uma linha de roupas voltadas à adolescentes, para isso investiu em muitas pesquisas sobre moda, comportamento e tendência. Passado seu lançamento e já nas prateleiras das lojas, foi possível perceber que quem estava de fato comprando e consumindo eram senhoras, consideradas idosas, que ao visualizarem aquela peça de roupa viam uma oportunidade para se sentirem mais modernas, descoladas, e porque não, mais jovens.

Outro caso que não é nada difícil de encontrar: a marca Y de celulares criou um aparelho top de linha, seu preço, seu design e suas características são destinados a um público elevado, de alto padrão de vida e de exigência. Este aparelho passa a ser vendido em lojas de eletrônicos populares, e podem ser parcelados em até 17 vezes. Quem acabou comprando foi uma faxineira que possui uma renda de um salário mínimo, com filhos para sustentar e aluguel para pagar. Muito provável que ela jamais vá saber de todas as funcionalidades do produto que adquiriu, mas o que importa é que ela o comprou com muita facilidade.
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Como vender serviços de Marketing Digital?

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Category : Colaboradores, Colunas, Consultoria, Mídia Social

Por Marisa Lemos
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Se o seu público-alvo é formado de pequenas e médias empresas, você provavelmente lida com vários níveis de dificuldade para vender serviços de marketing digital.

No meu trabalho, lidamos diariamente com venda de internet para esse público. Falamos com todo tipo de clientes, desde os que questionam nossos números de audiência porque são diferentes dos que estão no Google AdPlanner aos que respondem à pergunta “Qual o seu e-mail?” com “É www.(…)”.

Como lidamos com isso? Acredito que quem é consultor, agência de marketing digital, webdesigner ou profissional de SEO e trabalha com esse mercado, deve ter muitas histórias para contar e muitas experiências para compartilhar.

Além do público externo, é preciso muitas vezes vender marketing digital dentro da própria empresa, caso de quem trabalha, por exemplo, com SEO, Web Analytics ou Mídias Sociais. Se a força de vendas da empresa não sabe o que é SEO, não entende como o trabalho de SEO feito no site impactou a relevância e a audiência. E muitas vezes torna-se importante e necessário saber explicar isso para os clientes.

A resposta óbvia para a pergunta “Como vender serviços de marketing digital?” passa pelo primeiro passo básico de qualquer processo de vendas – planejamento, planejamento, planejamento – mas acredito que a chave neste caso é tentar ser sempre o mais simples possível nas explicações. Trazer as informações para a realidade que o cliente conhece.

Falando de planejamento, é uma boa idéia ter na cabeça a informação organizada em “módulos” com níveis diferentes, do mais simples ao mais avançado, e só falar aqueles que forem realmente necessários. Na sua primeira conversa com o cliente, tente identificar que tipo de conhecimento ele possui sobre o seu serviço.

Seu cliente já anuncia de alguma forma em internet? Já está mais fácil. Pule o “porque anunciar” e vá direto para “porque usar uma parte do seu investimento no tipo de serviço que eu ofereço”. Mas ele sabe o que é esse serviço?

Não deixe que isso complique sua vida. É aí justamente que entra o “ser simples”. Às vezes é bom sair do digital e trazer o cliente para o “real”, para ajudá-lo a compreender os conceitos (mesmo que isso pareça um contra-senso). Por exemplo, levando-os para um passeio imaginário no supermercado.

Os supermercados são um ambiente familiar e todos sabem como eles funcionam. Se você vende um determinado produto, digamos sabão em pó, e quer fazer ele chegar ao seu consumidor final, você precisa colocá-lo nas grandes redes de supermercados.

Como você faz isso? Fabrica o sabão, entrega o seu estoque para o hipermercado e vai embora? Pode até dar certo. Mas para vender bem, seu sabão em pó precisa ficar, de preferência, em prateleiras na altura dos olhos do consumidor (não naquelas em que ele precisa se abaixar para pegá-lo) e perto dos outros produtos da mesma categoria, produtos de limpeza. Ele não pode ficar jogado no chão ou exposto em qualquer lugar, onde seu consumidor não o acharia.

Pois bem: SEO é justamente o trabalho que precisa ser feito para tentar colocar o seu sabão (site) nas prateleiras mais visíveis do hipermercado (Google), dentro da seção de produtos de limpeza (palavras-chave importantes para o seu negócio).

Web Analytics é o “controle de estoque”. Fazendo um bom trabalho de Web Analytics, dá pra saber qual supermercado vende mais o seu sabão, em qual prateleira e qual posição na prateleira faz as pessoas comprarem mais e quais produtos elas compram junto com o seu sabão. E também é possível ver quantas pessoas chegaram a colocar a mão sobre a sua caixa de sabão, mas desistiram e levaram a que estava na prateleira de baixo.

Mídias Sociais é um pouco mais complicado, porque nem todo mundo acredita que existem pessoas que ficam no supermercado horas fazendo compras e tem prazer em puxar papo com a pessoa do lado, falando bem ou mal do produto que ela está comprando. “Você vai levar esse sabão em pó? Mas ele não rende nada! Eu uso essa marca aqui. Ela é mais barata e muito melhor”. Se você nem sabe que essas pessoas existem, não tem como fazer nada a respeito.  E talvez sua marca de sabão em pó já esteja perdendo vendas com isso.

O passeio ao supermercado pode render várias outras analogias, assim como uma banca de jornal, onde se vêem excelentes exemplos de segmentação e nichos de mercado.

Se você tem alguma estratégia vencedora para vender marketing digital, experiências bem-sucedidas ou mesmo exemplos totalmente diferentes do meu, compartilhe! Deixe o seu comentário.