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Fazer compras por celular ou tablet fará parte do dia a dia do brasileiro no futuro

Essa é a opinião de 75% das pessoas entrevistadas em uma pesquisa exclusiva realizada pela Mobi.life / E.life Group, a pedidos da Pagtel que também constatou:

  • O uso de smartphones e tablets é geralmente individual e não há diferenças significativas no uso entre as classe A/B e classe C;
  • 48,7% já concretizaram uma transação financeira por tablet e 27,4% por celular;
  • Os gastos com aplicativos prevalecem e chegam a 20 reais/mês para 7,1% das pessoas das classes A/B e 6,7% das pessoas da classe C;
  • Os vídeos ocupam um papel preponderante em termos de usabilidade, tanto em tablets como smartphones;
  • O consumo de conteúdo online nos aparelhos móveis existe, mas ainda é restrito àqueles que são disponibilizados gratuitamente, embora haja uma predisposição de 18% em gastar com conteúdo.

 

 

 

 

Os dispositivos móveis terão um papel determinante no futuro do varejo, embora o computador ainda tenha seu público consumidor cativo (77%). Os principais entraves apontados para a realização de uma compra pelo celular foram os sites que desconfiguram quando acessados por dispositivos móveis, segundo 38% das pessoas, e insegurança (25%). “As pessoas estão otimistas, mas ainda se deparam com alguns empecilhos para de fato utilizarem smartphones ou tablets para consumir”, afirma Felipe Lessa, diretor de marketing e produtos da Pagtel, empresa brasileira de pagamentos móveis, que acaba de lançar um estudo inédito sobre o tema, realizado  pela Mobi.life braço focado no desenvolvimento de aplicações mobile para negócios do grupo E.life, exclusivamente para a Pagtel.

O estudo realizado entre maio e junho deste ano procurou entender melhor a relação do brasileiro com o mundo mobile. Foram ouvidas 530 pessoas, com duas segmentações: por idade e por classe social. Entre os participantes da pesquisa, 95,6% já possuíam smartphones e 51,7% já tinham seus próprios tablets.

A E.life, através da sua unidade de desenvolvimento de aplicações móveis, Mobi.life, acredita que a adesão do consumidor aos smartphones e tablets irá alterar o cenário de negócios, exigindo das empresas novos investimentos em mobile marketing.

Confira o detalhamento dos principais resultados:

Usabilidade

O uso de smartphones e tablets é geralmente individual e não há diferenças significativas no uso entre classes A/B e classe C. Outro ponto observado é que enquanto o smartphone é geralmente usado para atividades mais pontuais e que exijam mobilidade, o tablet, por sua vez, acaba tendo seu uso normalmente reservado para um lugar “fixo” e “pré-estabelecido”, ficando mais próximo do notebook do que do smartphone em termos de uso.

Enquanto 92,6% já acessam a internet por meio de seus smartphones, apenas 48,3% o fazem pelo tablet. Nesse interim, os vídeos ocupam um papel bastante significativo em termos de audiência, já que 92% afirmam assisti-los regularmente pelo tablet, enquanto 81% o fazem em smartphones.

Consumo

Questionados sobre a plataforma virtual ideal de compra, a preferência por tablets é mais recorrente (48,7%) em relação aos usuários de smartphones (27,4%), embora a preferência absoluta recaia ainda para o uso de PCs e notebooks (94,1%). “Usar o celular como um “ponto de venda” ainda não faz parte da estratégia do varejo, por isso temos poucos aplicativos de
m-commerce e muitos dos que existem tem usabilidade fraca, tem cadastrados enormes. E se for muito difícil de usar, os consumidores ainda vão preferir usar o tablete ou notebook para fechar uma compra”, analisa Lessa.

Quando comparadas as faixas etárias, os jovens menores de 25 anos, 34%, afirmam realizar compras por meio de tablets, enquanto que a mesma afirmação é feita por 55,6% dos adultos, maiores de 25 anos.

Uso de aplicativos

Os aplicativos são amplamente utilizados tanto em smartphones como em tablets e aqueles que têm finalidades sociais, utilitárias e/ou voltados para produtividade são os mais baixados, independente de faixa etária ou classe social. A categoria viagens e transportes, contudo, tem uma incidência muito mais acentuada entre os maiores de 25 anos – 63% ante 41% dos mais jovens.

Os gastos com aplicativos prevalecem e chegam a 20 reais/mês para 7,1% das pessoas das classes A/B e 6,7% das pessoas da classe C. “Não deve parar por aí, já que aproximadamente 14% das pessoas ouvidas apontam que pretendem gastar mais com aplicativos futuramente”, comenta Lessa. Nesse sentido, os aplicativos conhecidos como freemium, que são aqueles que possuem um período de testes antes da efetivação da compra, são vistos como a melhor solução para conhecer apps e um possível incentivo à compra.

Consumo de conteúdo

O consumo de conteúdo nos aparelhos móveis existe, mas é restrito aos conteúdos gratuitos e é feito por meio de gerenciadores como, por exemplo, o FlipBoard, ou por contas integradas em outras plataformas, como o Netflix, em que o mobile é mais uma opção e não o foco principal.

Cerca de 2/3 dos entrevistados já lêem conteúdos como livros e revistas, bem como assistem a  filmes e séries no celular ou tablet. A diferença no tipo de conteúdo consumido via mobile fica clara quando se compara as faixas etárias: enquanto a faixa mais velha possui maior costume de ler (jornais, revistas ou livros), a faixa mais jovem está mais acostumada a assistir filmes e séries.

Os mais jovens são mais resistentes a realizar gastos com conteúdo – 61% dos mais novos não gastam nada, contra 51% daqueles com mais de 25 anos. Vale ressaltar, entretanto, que 18% dos respondentes se mostraram dispostos a gastar mais com conteúdo.

Compras por meio de dispositivos móveis

O m-commerce é visto como o futuro das compras onlines, mas ainda há dúvidas e entraves à sua utilização e disseminação. Entre os entrevistados 75,5% afirmam que provavelmente ou com certeza farão uma compra pelo celular ou tablet no futuro. Entre os motivos apontados para a não realização da compra estão: preferir realizar compras pelo computador (77%); site desconfigurado no dispositivo (38%), não achar seguro (25%); não possui cartão de crédito (15,7%) e achar complicado (12%).

Para entender mais sobre a pesquisa, veja o vídeo!

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Midia Boom

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