Designers vendem através do Orkut
Em todo o Brasil, os pequenos empresários vêm optando por usar as mídias sociais, passando a se beneficiar de seu grande público e do custo reduzido, pelo fato de a participação nas redes ser livre e colaborativa. Em Natal, as designers de roupas Danielle Madalena Grilo e Cristina Lucena são exemplos da tendência e enfatizam que se não fossem esses canais, dificilmente teriam atingido a maior parte dos seus consumidores. “Meus melhores contatos, sem duvida, foram via internet. Os sites me abriram diversas portas que, em meus pequenos passos, não poderia ter alcançado tão rapidamente”, enfatiza Cristina, mais conhecida como NCris.
A responsável pela marca Madalena Collection, Danielle Grilo, conta que começou a produzir roupas voltadas ao público feminino há cerca de três anos. Após apenas seis meses divulgando as peças através do seu perfil no Orkut, a maioria de suas clientes tem chegado até ela por este meio e pelo MSN, o mais popular programa de bate-papo virtual. “Uma amiga viu minhas roupas no Orkut, que possui um dos álbuns só com minhas criações, gostou e eu levei as peças para vender a ela. Depois, ela mostrou as fotos para a cunhada, que também ficou interessada”, exemplifica.
Danielle Madalena estima que o Orkut tenha provocado um aumento de 50% nas vendas e atualmente está desenvolvendo um blog, com o intuito de conquistar cada vez mais clientes. “Vendo uma média de 30 peças por semana e estou começando a lançar coleções acompanhando grandes marcas. Em dezembro será a vez das roupas mais verão”, revela Danielle Grilo.
A marca criada por NCris é a Lady Punk, especializada em vestidos. A designer revela ter começado informalmente, criando roupas para uso próprio que passaram a chamar a atenção de suas amigas e, assim, surgiu a primeira encomenda. “Não estava disposta a gastar tanto com peças que não me representavam e comecei a desenhar o que queria vestir”, lembra.
Cristina se entusiasma ao contar que o enorme alcance da internet já possibilitou surpresas agradáveis, como encomendas de vestidos para serem vendidos na Bahia, recebidas durante este mês. “Agora vou encomendar as etiquetas e oficializar o ofício. Enquanto muitos desvalorizam o trabalho de profissionais como eu, sem loja, posso ter o prazer de começar do zero e colher os frutos de muito esforço”, conclui NCris Lucena.












