Por Fernanda Fabian

Traçar o perfil do consumidor não é uma tarefa fácil. Hoje em dia não basta você categorizar pela idade, renda mensal, sexo ou cidade. As gerações são outras, os interesses são variados, os sonhos são outros, e mesmo a sexualidade entra em questão. E a tendência aponta que isso será cada vez mais modificável, as empresas precisam a cada dia disputar um espaço na mente dos seus clientes. Mas como chegar até eles sem ao menos saber quem são?!
Criar um relacionamento com seus clientes pelas redes sociais parece ser simples. Mas o que você vai abordar, por exemplo, aos seus seguidores no Twitter? Apenas lançar promoções para quem der RT de alguma frase sua? Bem provável que isso vá proporcionar alguns follows, mas eles lhe serão fieis e realmente se tornarão seus clientes? O que eles querem ouvir?
Isso pode soar estranho para empresas que nem usam o Twitter ou que passaram a ter contas gerenciadas pelo filho do amigo que gosta de ‘mexer na internet’. Mas a verdade é que o Twitter não é apenas uma ferramenta para entretenimento, as pessoas falam e falam muito sobre muitas marcas – desde grandes como bancos, celulares… até sobre o mercado na esquina de suas casas.
Tanta ‘revolução’ pode gerar uma certa ‘crise’ para algumas empresas, marcas e criadores, já que não existe mais um perfil único, ele é totalmente mutável.
Vamos partir para dois exemplos: A marca X resolveu criar uma linha de roupas voltadas à adolescentes, para isso investiu em muitas pesquisas sobre moda, comportamento e tendência. Passado seu lançamento e já nas prateleiras das lojas, foi possível perceber que quem estava de fato comprando e consumindo eram senhoras, consideradas idosas, que ao visualizarem aquela peça de roupa viam uma oportunidade para se sentirem mais modernas, descoladas, e porque não, mais jovens.
Outro caso que não é nada difícil de encontrar: a marca Y de celulares criou um aparelho top de linha, seu preço, seu design e suas características são destinados a um público elevado, de alto padrão de vida e de exigência. Este aparelho passa a ser vendido em lojas de eletrônicos populares, e podem ser parcelados em até 17 vezes. Quem acabou comprando foi uma faxineira que possui uma renda de um salário mínimo, com filhos para sustentar e aluguel para pagar. Muito provável que ela jamais vá saber de todas as funcionalidades do produto que adquiriu, mas o que importa é que ela o comprou com muita facilidade.
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