Perfil comportamental: como são os kidults?

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Por Fernanda Fabian
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Em sequência ao tema sobre ‘perfil do consumidor nas redes sociais’, abordado no meu último post, agora será a vez de falar um pouco sobre os tipos de perfis variados que existem por aí, e que por muitas vezes desconhecemos ou não lhes damos as devidas importâncias. O perfil de um determinado grupo de pessoas é reflexo do comportamento físico e mesmo mental que existe em comum entre eles. Normalmente isso acontece por existir uma identificação com o contexto geral que determinado grupo ‘segue’.

O primeiro grupo que será exposto aqui são os kidults.

Para alguns o termo é novidade, para outros nem tanto. Há quem diga que os kidults são os continuadores da ‘síndrome Peter Pan[bb]’, alguns especialistas dizem que são adultos que desenvolveram grande dependência dos pais e acabam não assumindo a autonomia de acordo com a idade. Fato ou não, a história conta que o termo foi introduzido pelos publicitários americanos Becky Ebenkamp e Jeff Odiorne. Eles justificaram a terminologia dizendo que identificava as pessoas na casa dos 20 e dos 30 anos que buscam produtos capazes de lhes trazer de volta uma fase da vida mais inocente e mais feliz: a infância. O sociólogo britânico Frank Furedi[bb], professor da Universidade de Kent, foi quem de fato construiu o neologismo Kidults (mistura em inglês das palavras criança com adultos) ao definir o que chama de patologia da vida adulta contemporânea.
O Wikipedia[bb] diz que são adultos de meia idade que gostam de ser parte da cultura jovem, fazendo e/ou comprando coisa que, geralmente, são mais adequadas às crianças. O termo é muito estudado pela moda e comportamento em geral. Mas e para a comunicação o que representa? O que muito se escuta é sobre geração Y, sobre como lidar com um ‘novo’ público e o que ele busca. E se você pensa que os kidults não são tão relevantes assim, saiba que várias marcas como a Imaginarium[bb] e a Volkswagen[bb] já adaptaram campanhas e produtos em prol dessa nova tribo.

A busca por referenciais nostálgicos representa segurança e conforto, associando estes aspectos à diversão de tempos ingênuos. Eles podem ser do tipo que você olha e identifica na mesma hora, pelo fato de muitos utilizarem a linguagem de kidult em suas roupas (como, por exemplo, usar uma peça que tenha desenho ou foto de algum personagem da sua infância); ou não, muitos preferem ser mais discretos nesta questão e apenas possuem objetos e não deixam interferir na sua imagem isso.

Os kidults[bb] querem apenas manter uma relação com uma época em que acreditavam em fantasia, em que não era preciso muito para se sentirem felizes. São eles que buscam incansavelmente livros antigos, gibis do Chaves[bb], LP’s do Balão Mágico, participam de fóruns de discussão na busca de um brinquedo antigo que tanto sentem saudades. As oportunidades na comunicação para interagir com este grupo são imensas. Existem festas especificas para essa tribo, lojas especializadas, feiras que passam por todo o país e atrai multidões atrás de memórias perdidas para colecionarem ou decorarem algum objeto ou suas casas.
Eis mais uma oportunidade para se focar na comunicação pelas redes sociais. Os kidults são pessoas comuns, provavelmente muitos vão se identificar com esse grupo, muitos de nós temos um pouco dele. Ou seja, não é um perfil tão escondido assim, que se possa ignorar. Resta agora as empresas descobrirem como tratar (e relacionar seus produtos e serviços) a estas pessoas. Eles estão por todas as partes e estão dispostos a investirem muito por coisas que remetam aos seus desejos.
Resta a nós, comunicadores em geral, nos adaptarmos a essa realidade que não é tão discutida assim por aqui.

Continue nos acompanhando, na próxima semana teremos um novo perfil sendo discutido por aqui.