McDonald´s e o McDia Feliz ganham destaque no Twitter

Category : Notícias e Post´s Diversos

O McDia Feliz, uma campanha pela saúde de crianças e adolescentes no Brasil, realizada em diversos países, organizada no Brasil pelo Instituto Ronald McDonald, ganhou destaque na rede social global Twitter no sábado passado, 28 de agosto, quando as palavras “McDiaFeliz”, “BigMac” e a tag “#McDiaFeliz” foram as mais repercutidas pelos internautas de todo o planeta.

“Hoje, a campanha brasileira é a terceira maior em todo o mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos e Canadá”, reforça o gerente geral do Instituto Ronald McDonald no Brasil, Roberto Mack. “Entretanto, é preciso lembrar que lá há mais de 15.000 restaurantes e no Brasil somos cerca de 580 atualmente”, orgulha-se Mack, que trabalha na instituição há mais de dez anos.

A decisão de entrar nas redes sociais de forma proativa com posts que atendam as expectativas do público que as acessam foi tomada pela Diretoria de Comunicação e Relações Institucionais do McDonald’s há cerca de três meses, e os resultados têm sido muito animadores, segundo Alessandra Ber, Gerente de Comunicação da Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald´s no Brasil. “Hoje, já temos 6.000 seguidores e este número cresce dia a dia. Encontramos nas redes sociais, em especial no Twitter, um canal de diálogo rápido com diversos públicos, o que nos permite agilidade e uma relação personalizada com o mercado”, avalia a gerente.

No dia 27 de agosto, véspera do McDia Feliz no Brasil, foi realizada uma coletiva sobre o assunto com a presença de jornalistas, twitteiros e blogueiros. Nessa mesma manhã, a tag #McDiaFeliz já entrou nos 10 principais tópicos de São Paulo. No dia seguinte, data oficial da campanha, os Twitters do McDonald´s (@mcdonalds_br), do Instituto Ronald McDonald (@institutoronald) e McDia Feliz (@mcdiafeliz) logo ficaram entre os primeiros do Brasil. À medida que os Twitters de outras organizações e de Casas Ronald McDonald de outros países aderiam ao evento, os termos “McDia” e “BigMac” cresciam, chegando a figurar entre os 10 principais do mundo em poucas horas, com mais de 26 mil menções. Já as fotos de personalidades que aderiram à causa, comparecendo aos restaurantes da rede no país, foram visualizadas por 10 mil internautas apenas nesse dia.

Para a empresa, este exemplo mostra a qualidade de seus seguidores e a importância de interagir com esse público de forma proativa, transparente e contínua, pois isso contribui fortemente com o conhecimento que o mercado tem sobre a marca, permitindo uma relação saudável e construtiva.

Parabéns ao McDonald´s por ser mais uma grande empresa que, além de investir em ações que trazem ajuda e solidariedade, compreendeu a força das Redes Sociais Virtuais e a mobilização que elas podem fazer.

Infográfico | As Redes Sociais onde os brasileiros se encontram

1

Category : Colunas, Dados e Estatísticas

A Revista época publicou na edição de nº 628 um infográfico com informações interessantes sobre as Redes Sociais mais utilizadas pelos brasileiros.

Disparado percebemos que o Messenger (comunicador instantâneo) e o Orkut ainda estão nas Redes Sociais mais utilizadas em nosso país. O mais interessante é reparar nas redes sociais em ascensão como Ning, Foursquare, Facebook, Skype e mesmo com 05 anos no ar o Youtube que acredito estar crescendo na onda dos Vloggers.

O Twitter, Linkedin e Formspring estão citadas como Redes estagnadas e juntas somam 15,3 milhões de usuários.

Clique na imagem para ampliar

Via Comunicadores

Redes Sociais e Empresas: Uma relação cada vez mais Estreita

1

Category : Colunas, Mídias e Redes Sociais

As redes sociais estão há algum tempo sendo um ponto muito importante nas estratégias de comunicação das empresas. No entanto, pouco se sabe sobre os benefícios desta estreita relação com as empresas e as mudanças que ela causou nos paradigmas de gestão de negócios tradicionais.

A Comunicação 2.0 é claramente uma abordagem social. Em outras palavras, isso significa que são os próprios usuários e consumidores que criam conteúdos na Internet sendo as redes sociais um dos principais instrumentos para isso. As empresas não podem se isolar desta realidade, e devem compreender que os novos clientes não são passivos. Pelo contrário, cada vez passam mais informações sobre os produtos e expressão as suas opiniões sobre essas novas plataformas digitais.

Novos paradigmas na gestão empresarial

Para poder aproveitar bem este cenário, as empresas devem valorizar todos os contatos com os consumidores através das redes sociais, mas essas empresas não devem se preocupar a primeira vista em medir a importância sobre o ROI, aumento do número de visitas (embora estes indicadores sejam importantes). É necessário fornecer um valor real: devemos primeiro buscar ouvir nossos futuros cliente ou potenciais clientes e a partir daí começarmos a trabalhar nas estratégias que nos trarão algum valor.

Logicamente, esta visão é uma forte mudança de paradigma em relação aos modelos tradicionais de gestão corporativa, e a relação de redes sociais e as empresas. O novo cenário exige necessariamente uma gestão mais horizontal, além de um ambiente propício à colaboração, inovação e transparência.

As empresas que mudam

As redes sociais também têm muito a oferecer. Elas melhoram o relacionamento entre os funcionários e promovem o trabalho em equipe, desde que sejam corretamente orientadas. Elas também são uma ótima ferramenta para fortalecer os relacionamentos com clientes, parceiros e funcionários, permitindo localizar e compartilhar informações importantes e gerar um circuito de comunicação, o que permite que a empresa mostre que é uma organização aberta à sociedade.

Qual a necessidade do consumidor online?

4

Category : Colunas, Marketing Digital

Quem estuda ou simplesmente gosta de ler sobre marketing com certeza já ouviu falar na pirâmide das necessidades de Maslow. A ideia, resumidamente, é de que existem necessidades que motivam o consumidor, sendo elas: fisiológicas (fome, sede, etc.), de segurança (saúde, estabilidade, etc.), sociais (afeto, relacionamento, etc.), de estima (status e prestígio) e de autorrealização. No âmbito da comunicação social não existem teorias certas ou erradas. Para alguns tal atitude funciona efetivamente, para outras não.

Pensando nisso, pesquisei sobre como estariam essas teorias comportamentais atualmente, com o auge da participação da internet em nossas vidas. Será que ainda “somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”, e tudo que já se sabe sobre comunicação é compatível aos dias de hoje?

As redes sociais são o principal boom que nos faz questionar isso. Hoje o consumidor confia muito mais em opiniões e depoimentos de pessoas que nem conhece, mas que expuseram em alguma rede o seu feedback, do que na palavra do vendedor em loja física.

Por isso, a teoria do marketing digital em si deve ser repensada. Além dos processos de compra online, há muitos fatores relativos que vão influenciar o seu processo de compra. Quando pensamos em venda nas lojas físicas entra a questão de se trabalhar o ponto de venda como um todo, desde os chamarizes ao relacionamento do vendedor com o cliente. Mas na web você não tem como descobrir porque o Zézinho optou pelo celular X ao invés do Y. Teria ele encontrado muitas reclamações sobre aquela marca? Descobriu um atributo que nem imaginava que a outra pudesse ter? Viu um banner lindo no Terra e ao clicar nele já optou pela compra? Achou o site da X bem mais diversificado e interessante? Gostou mais dos tweetes da X? Ou simplesmente comprou porque já confia na marca e já tem um relacionamento a longo período com ela?

Encontrei um artigo muito interessante sobre isso, o autor é Everson Costa, não sei qual o fundamento utilizado, mas é citado algumas das necessidades do consumidor online que podem ser muito bem analisadas:

-         Necessidade de relacionamento: as redes sociais entram neste quesito, é uma das formas encontradas pelas empresas para ‘estar onde seus clientes estão’, e tornar a conversa com ele uma experiência agradável e sociável;

-         Necessidade de informação: Google é o rei. Quando você vai procurar sobre algum produto, independente da ordem de como vai buscar, em algum momento você vai entrar no Google e tentar descobrir um pouco mais. O consumidor quer e precisa estar bem informado sobre tudo o que o seu produto pode proporcionar a ele. E nem adianta tentar esconder reclamações, de alguma forma elas vão aparecer, nem que seja na página 6 das buscas;

-         Necessidade de comunicação: sair da visão de telemarketing, abrir caminhos para a conversa online diretamente com o SAC. Inovar com tantas ferramentas de conversa em tempo real: MSN, Skype, Google Talk…

-         Necessidade de diversão: sites de entretenimento sempre tiveram grande audiência brasileira, prova é que existem muitos sites com algum apelo à diversão. Como, por exemplo, ter um jogo na home, ou alguma atividade que o usuário tenha que interagir para poder acessar algum conteúdo.

Saber quais as ferramentas que estão fazendo sucesso é importante, mas mais importante ainda é saber o que o seu consumidor quer ouvir. E, obviamente, atendê-lo, para finalmente conquistar o tão sonhado relacionamento digital com ele.

Mídias e redes sociais: é preciso (se) socializar

2

Category : Colunas, Mídias e Redes Sociais

Muito se fala que o momento é da era da tecnologia, da informação, da internet, de interagir, e o burburinho é ainda maior quando se levanta a questão: para onde tudo isso leva, até onde vai? Nada mais natural, visto que as parafernálias tecnológicas com todas as suas facilidades quase surreais foram se infiltrando em nosso meio e sendo espontaneamente aceitas e adaptadas ao dia a dia. Hoje se pode dizer, sem sombra de dúvidas, que é definitivamente impossível viver sem!

Por aqui, a vida online dos brasileiros anda intensa. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 (PNAD), do IBGE, divulgados na edição de março de 2010 na Revista Info, mostrou que 83,2% acessam a internet a procura de interação com outras pessoas. Já 68,6% navegam em busca de lazer e próximo desse número, 65,9%, querem aprender com a grande rede. A pesquisa apontou ainda que 48,6% dos brasileiros navegam para ler jornais e revistas e 25,5% buscam informações e outros serviços.

Os dados indicam o movimento de uma comunicação que, no momento, pode ser definida em duas palavras: convergência e mobilidade. A tendência é que cada vez mais os meios de comunicação se concentrem em um só lugar, a internet. O interessante é que o lugar é um só, mas não fixo ou paralisado. Aí está a mobilidade que não deixa, literalmente, ninguém parado. Celulares, notebooks e inúmeras outras plataformas permitem e facilitam o acesso à internet.

Dentro desse contexto surge aquela dependência virtualizada que proporciona contatos quase diretos com rapidez instantânea e sem necessidade de deslocamento. Ninguém consegue se ver sem um caixa eletrônico, sem verificar as contas de emails de hora em hora, muito menos sem o celular ou sem o contato com as, hoje, tão faladas redes sociais.

Nessa era tão comunicativa em que vivemos, as redes sociais acabaram se tornando sinônimo de relacionamentos e são frequentemente associadas a entretenimento, interação e informação. Muita informação! Longe de qualquer conceito, por enquanto, vale lembrar que redes sociais são também ferramentas. Muito usadas no marketing, por sinal. Para evitar qualquer confusão, é preciso não apenas diferenciar, mas entender o que caracteriza as redes sociais e outro termo semelhante e muito usado mídias sociais.

Mídias sociais só existem porque a internet se tornou plataforma livre e aberta para que elas se consolidassem. Elas quem? As novas mídias. Que na verdade são as novas velhas mídias. Velhas porque são as mídias convencionais que todos conhecem: rádio, TV, jornais e revistas. Novas porque elas se fundiram com a internet, fazendo surgir as rádiowebs, os webjornais e revistas online, o Youtube e inúmeros outros sites nos quais é possível encontrar texto, som e imagem. O pesquisador de cibercultura, Alex Primo comentou em seu microblog que a rigor, mídias sociais não é um termo preciso, pois toda mídia é uma construção social e tem efeitos sociais.

redes sociais são exatamente o que o nome quer dizer: ligações ou contatos proporcionados pelas novas mídias. Ou seja, o Twitter, Orkut, Facebook, Flickr, e outras redes das quais não conseguimos viver sem, são mais que sites de relacionamento, como frequentemente são chamados, são redes que interligam milhões de pessoas entre si e entre internautas com os mesmos interesses, formando as comunidades virtuais.

Os textos tratando, definindo e diferenciando as redes sociais das mídias sociais são proporcionais a quantidade de dúvidas relacionadas ao tema que ainda existem: muitas! O grande X da questão está no processo humanizador que tanto um quanto outro precisa passar. Afinal, os dois termos trazem a palavra social no nome. Mas, de que forma tornar mais humana as redes e mídias sociais?

Usando-as como ferramentas de compartilhamento e colaborativas que são! Não é a toa que esse poder midiático alcançou figuras polêmicas como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e vem conquistando cada vez mais e mais usuários graças a enorme capacidade mobilizadora que redes e mídias sociais oferecem.

A pergunta inicial ‘para onde tudo isso leva, até onde vai?’ tem como resposta a sua capacidade de valorizar esse cibermomento e fazer uso desses ambientes para o crescimento, seja você uma empresa ou uma pessoa. Compartilhar e colaborar na grande rede são formas de tornar as mídias e redes mais sociais.

Quanto tempo você tem para errar?

1

Category : Colunas, Marketing Digital

Sabe aqueles cases de ações online que não deram certo? Se você não conhece nenhum clique aqui ou aqui. Uns acontecem por falta de planejamento, outras por problemas de percurso ou ainda por despreparo. As críticas são diversas e diferentes. Com o avanço do investimento em marketing digital as análises se tornam ainda mais profundas e críticas.

Mas porque tem tantas histórias de campanhas que não deram certo? Lógico que não são a maioria, aqui no Mídia Boom mesmo relatamos sobre ações ousadas e brilhantes freqüentemente. Mas quero propor a discussão em volta das falhas, dos erros cometidos.

O fato é que não existe tempo para errar. Não existe chance para errar.

A velocidade da informação é algo incontestável. O brasileiro é um público muito participativo na web, já somos o quinto no ranking, visto que um dos últimos indicativos mostraram que ficamos 70 horas mensais conectados. E além de tudo, é um povo exigente. Se houve um erro, ele não vai passar despercebido. Dependendo da dimensão da empresa pode acabar virando até uma hashtag no Twitter.

Na web é assim, é preciso ter um preparo, é preciso pensar em possíveis conseqüências.

Vamos aos exemplos: Quando o padeiro queima o pão pode simplesmente não oferecer aquele produto aos seus clientes, o que vai acontecer é ter um grande prejuízo com isso, mas a D. Maria que compra pão todos os dias não vai ser prejudicada e nem vai ficar sabendo daquele episódio. Quando uma agência colocou um número do telefone do cliente errado em um folder, pode mandar refazer o folder ou tentar consertar o erro. Isso também vai trazer sérios problemas financeiros e até pode estragar a imagem perante o cliente deles. Mas, não vai causar nenhum prejuízo para a imagem do cliente com seus respectivos públicos (se percebido antes de chegar à massa).

E na web como ficam exemplos assim? Em minha opinião, não existe espaço para erros. Você coloca um site no ar e todo mundo já  pode ter acesso a ele. Se foi colocado um número errado do telefone, a empresa já pode ter deixado de receber diversas ligações por conta disso. É instantâneo. Isso falando ainda em um erro mais simples.

Penso que esse é um grande desafio das agências digitais. É muito simples você criar uma mega campanha, algo que vai ser único, inédito, brilhante! Mas e se algo der errado no caminho? O que pode dar errado no caminho?

A solução para isso? A velha história do planejamento…

E qual a grande barreira para que um planejamento completo aconteça? BINGO, é o tempo! Ao passo que você conquistou o cliente, apresentou uma grande idéia, tem que executar, tem que medir resultados, dentre outras milhões de atuações que merecem destaque, o planejamento acaba ficando em plano secundário. Tudo é muito rápido. Tudo precisa ser muito rápido.

E como prever tudo em um curto espaço de tempo? Elementar meus caros, é preciso, no mínimo, estar atendo ao que acontece no mercado. É necessário pensar nos riscos, mas aprender com os erros alheios pode ser um grande aliado. Ver o que o mercado está fazendo, como os consumidores estão se comportando, quais os burburinhos que estão em alta…

Esta não é uma fórmula mágica, nem tão pouco aplicável para qualquer empresa. Mas pode ser um caminho. É preciso ver quais os públicos, fundamentar e perceber como identificá-los e como se comportam. E isso nunca vai ser igual. As mudanças vão ser constantes: de um dia para o outro, de uma semana para outra…

E se você acha essa conversa desnecessária, dê um pão queimado para o seu cliente e veja qual vai ser a reação dele!

Marketing Digital não é para Ignorantes

16

Category : Colunas, Marketing Digital

Por Marisa Lemos

A cada dia que passa, me deparo mais claramente com a ignorância que algumas empresas possuem do que é possível realizar utilizando a internet.

Estou quase apostando, por exemplo, que em algum lugar do Brasil um dono de empresa viu no seriado “Betty a Feia” que “o Google Alerts te avisa quando seu nome é mencionado na internet” e chegou na empresa no dia seguinte dizendo: “Muito legal, vamos usar?”

Para explicar melhor meu ponto de vista, deixe-me dizer que uso “ignorância” no sentido de “ausência de saber”, não de incompetência. Não saber não é um pecado. É um estado, que pode ser facilmente alterado com um pouco de estudo.

Pecado mesmo é atuar sem planejamento em um mercado com tantas possibilidades quanto o digital. Não é bom para o mercado digital que empresas sejam irresponsáveis com seu próprio dinheiro, gastando sem objetivo e sem noção dos resultados que podem alcançar.

Por que digo isso? Porque a internet é um meio que permite (entre outras coisas!):

  • Medição de Resultados
  • Velocidade de divulgação
  • Direcionamento da mensagem
  • Interação
  • Compartilhamento
  • Convergência

Não podemos deixar que isso seja desperdiçado. Marketing Digital sem planejamento e sem o uso correto de recursos de medição – como a possibilidade de corrigir quase imediatamente qualquer erro na sua ação – é só uma pedrinha jogada no lago. Pode acertar um peixe e fazer alguma marola, mas em segundos não haverá mais efeito algum.

Em tempos de revitalização de Alice no País das Maravilhas, vale lembrar uma das passagens do livro:

“Você poderia me dizer, por favor, que caminho devo seguir a partir daqui?”
“Isso depende muito de aonde você quer chegar”, disse o Gato.
“Não me importa muito pra onde”, disse Alice.
“Então não importa por qual caminho você vai”, disse o Gato.

Se uma empresa não sabe para onde está indo, não pode esperar chegar a algum lugar. Estamos falando de negócios, não de uma viagem de mochila pela Europa.

Planejamento e métricas são necessários, e é responsabilidade dos profissionais do mercado trazer essa cultura para dentro das empresas, não deixando que elas entrem na onda somente para aproveitar a maré.

Muitas vezes a solução a ser recomendada para um cliente poderá ser “conheça melhor seus clientes”. Banal? No entanto, isso pode ser muito mais importante para o negócio dele do que fazer “aquela” ação de mídia social que vai trazer “x” fãs e “y” seguidores.

A empresa em que você trabalha (ou que você atende) sabe quais os hábitos dos clientes na internet? O que eles fazem quando estão online? Que sites acessam além do dela? Quais os interesses deles?

Ela sabe o que perguntar para os clientes nas pesquisas? Aliás, ela faz pesquisas? Será que alguma vez já lhe ocorreu usar seu próprio site para isso? Ou mesmo as redes sociais tão em voga?

O conhecimento do público-alvo traz junto consigo várias possibilidades de ação e oportunidades até então desconhecidas – de leads, de vendas, de aumento de participação de mercado, até mesmo de novas utilidades para um produto.

O uso indiscriminado da “novidade” como chamariz para venda de serviços de marketing é algo que contamina e prejudica o mercado. Nenhuma novidade se sustenta sem um trabalho de base. É legal utilizar o Twitter e o Formspring como ferramentas de contato com o seu público? Sim, desde que se tenha recursos preparados para isso, com tempo e formação adequada. Sim, desde que o seu público use esses sites para entrar em contato com você. Sim, desde que isso faça alguma diferença para o seu negócio.

O mercado é amplo, cheio de potencial e lotado de clientes que precisam de boa orientação. O cuidado em tratar um mercado tão virgem e tão cheio de possibilidades precisa ser dobrado, para obter a confiança nas novas ferramentas e canais.

Trabalhe com consciência, para que o novo cliente de hoje seja um cliente eterno, um parceiro que confiará sempre nas suas recomendações; ele topará suas idéias mais ousadas, se anteriormente você ofereceu soluções, mesmo que simples, para os problemas que ele tinha.

Os casos de ignorância digital são muitos e se apresentam nas mais variadas formas:

  • Tem empresa que ainda entope a caixa postal dos outros de spam.
  • Que acha que cliente não reclama.
  • Que quer estar em mídias sociais só porque é “moda”.
  • Que dispara e-mails, compra links patrocinados, mantém um blog, tem um site – e não sabe o que é métrica, muito menos que Google Analytics é de graça.
  • Que quer fazer um “viralzinho” pra bombar no YouTube.
  • Que descobre por acaso que tem gente “falando mal da empresa no Google”.

(Quer contribuir com essa lista? Coloque nos comentários, a gente atualiza o post depois).

Respire fundo. Prepare-se, argumente, discuta, explique. Não deixe que a sua empresa ou o seu cliente faça o que “ouviu dizer que era bom”.

Para uma empresa, a ignorância não é uma benção. Para o mercado, ela é um problema que um bom profissional consegue transformar em uma grande oportunidade. Mãos à obra, então!

Colaboração neste artigo: trecho de “Alice in Wonderland” traduzido por @claudiamello


Redes Sociais | Um mundo paralelo não tão paralelo assim

3

Category : Colunas, Mídias e Redes Sociais

Por Carolina Gancev

Marcas líderes e bem sucedidas são aquelas que sabem ouvir seus consumidores e entender sobre o que estão falando. Estamos carecas de saber que hoje em dia empresa que não acompanha o que as pessoas dizem e pensam a respeito da sua marca estão longe de conseguir algum sucesso. Eu que sou do mundo conectado não entendo como as empresas ouviam o burburinho a seu respeito sem a internet antigamente. É tão fácil, hoje é só digitar sua marca no Google ou no Twitter e voilá, as palavras quase pulam do monitor. Tanta modernidade faz com que a notícia de ontem seja velha hoje. Acompanhar o que as pessoas andam dizendo da sua marca no Orkut não é mais suficiente nos dias atuais. Uma das redes sociais pioneira no Brasil já foi um dos melhores ponto de contato com os consumidores. Hoje existem tantas ferramentas para as pessoas escreverem sobre qualquer coisa na internet que a empresa que não tiver um bom planejamento nessa área pode e vai ficar para trás.

O Twitter chegou de mansinho, muita gente não sabia o que era, para que servia e como funcionava. 140 caracteres? As pessoas me seguem, como assim? E foi dessa forma que as empresas descobriram como manter um relacionamento bem próximo ao seu consumidor e saber quase que em tempo real o que ele está falando. Não é preciso ir muito longe, existe até etiqueta (!) para manter um perfil empresarial no Twitter.

Acontece que apesar de ser uma ótima ferramenta, ter um Twitter também já não é tão suficiente assim. O que falar do DrinkedIn? Vocês conhecem o LinkedIn, certo? Aquela rede social de currículos profissionais, onde as pessoas colocam suas experiências anteriores e deixam um perfil público para quem se interessar. O DrinkedIn nada mais é do que um LinkedIn para os alcoólicos de plantão. As pessoas se cadastram, criam um perfil e trocam informações sobre qual o melhor lugar para tomar cerveja, por exemplo. Os fabricantes da tal cerveja podem descobrir porque em determinada região a marca concorrente vende mais, ou por que aquele bar que sempre comprou seu produto parou de comprar de repente. Os perfis dos bares possuem fotos, mapa de localização e alguns até aquela ferramenta do Google para ver a localização em 360º. Todos podem comentar sobre o bar e deixar suas avaliações. Imagina o que uma experiência ruim de um cliente do bar pode fazer com a imagem da marca?

Falando em localização, e o Foursquare, você conhece? Uma rede social em que as pessoas colocam sua localização e descobrem o que tem de bom para comer, beber ou fazer ali perto, além de ficarem sabendo quem são as pessoas que estão por ali naquele momento, e se algum amigo que passou por perto nos últimos dias tem alguma dica legal. Simples. Foi em um restaurante e adorou? Adiciona lá no Foursquare e deixe seus amigos saberem. Não gostou do bar que foi na última sexta-feira, muito caro e o atendimento foi péssimo? Coloca lá como um dos lugares para não ir e faça com que seus amigos não percam tempo. Além disso, a rede possibilita que empresas se cadastrem para acompanhar de perto o comportamento de seus consumidores. Com isso elas tem acesso a relatórios de visitas, como “a(s) pessoa(s) que mais visitam/visitaram esta página”, por exemplo. É uma ótima forma de segmentar o perfil de consumidores que freqüentam o bar ou restaurante, por exemplo. Para os que não vivem sem celular com internet (ou internet no celular), a rede ainda tem um aplicativo para iPhone, Blackberry ou Smartphones em que as pessoas fazem um “check in” ao entrar em um lugar que aparece ali no mapa da Foursquare. Isso abre muita margem para empresas que desejam estreitar o relacionamento com seus principais consumidores realizem promoções especiais para os usuários que fizerem o “check in” lá no Foursquare. Afinal, quanto mais “check ins”, melhor a reputação na rede.

E quando você acha que já viu de tudo no mundo das redes sociais, eis que aparece uma voltada para a comunicação interna em tempo real de empresas, grupos ou organizações. Sim, o Yammer me foi apresentado recentemente eu confesso que fiquei surpresa. Não pense que é uma rede social para falar de trabalho apenas. Funciona como um Facebook, as pessoas da mesma empresa criam perfis e compartilham informações em tempo real sobre qualquer assunto de interesse. Diferente de MSN e Skype que normalmente não são permitidos nas empresas, o clima de rede social é tamanho que não se percebe que a conversa é somente com as pessoas que trabalham junto. Ali elas se tornam amigas de longa data. O melhor de tudo é que o Yammer tem um addon para o Firefox, assim como o Echofon e o Gmail Notifier. Ainda não tem versão para o Chrome, mas o mais legal ainda é que eles possuem uma página chamada de “feedback”, em que os usuários postam sobre o que sentem falta no Yammer, ou o que gostariam que o Yammer tivesse. Eles podem votar nas sugestões que mais gostaram e podem ainda comentar sobre ela. É como se fosse um abaixo assinado, as sugestões que possuem mais votos provavelmente são encaminhadas para a equipe de criação. Essa foi uma das melhores maneiras que eu já vi de identificar as lacunas no mercado e criar produtos que atendam as necessidades da maioria dos clientes.

Com tudo isso de informação rolando no mercado, adentrar no mundo das redes sociais chega a ser quase uma aventura a la Alice no País das Maravilhas. É um mundo paralelo onde as coisas acontecem muito rápido e pegar o fio da meada não é uma das tarefas mais fáceis de fazer. A dica é ficar sempre antenado nas tendências e novidades que surgem por ai e nunca duvidar da capacidade que as redes sociais têm de proporcionar estratégias de mercado eficientes para tratar com seu público alvo. Depois de um tempo imerso em novidades, informações e vida online, o mundo paralelo das redes sociais passa a ser nossa segunda casa.

ProXXima Cine l Respeite as Redes Sociais!

2

Category : Vídeos

O Cine ProXXIma é o mais novo produto do Grupo Meio e Mensagem, falamos deles ontem citando um grande vídeo sobre como é criado um conteúdo colaborativo.

Trata-se de um boletim de 2 minutos que é exibido em cerca de 120 salas de cinema em todo o país, e que busca oferecer um painel de tendências em produção e consumo de conteúdo digital. Neste post você conhecerá o primeiro vídeo lançado pelo Grupo, o segundo inserimos antes neste post aqui.

Na primeira edição, o apresentador Pyr Marconde, diretor geral da plataforma ProXXIma, mostra uma das principais mudanças que a nova dinâmica introduzida pelo mundo digital trouxe às relações de consumo. Uma nova realidade onde o consumidor está no comando… Confiram abaixo:

“Isso é o que acontece nas redes sociais digitais, as marcas pegam carona para deixar sua mensagem. Estamos vivendo um tempo em que o consumidor comum tem a possibilidade de liderar movimentos sociais. As marcas desejam falar conosco e isso transforma a pessoa comum em nem tão comum assim”, Pyr Marcondes.

Debate l Redes digitais ou redes sociais. Afinal, quem está conectado está em rede?

Category : Redes Sociais

Esse debate aconteceu na Campus Party desse ano de 2010. A idéia é reunir em um circulo conhecido como aquário, uma idéia para compartilhar informações e uma bela conversação. O pessoal do Campus Party reuniu diversos profissionais para debater o assundo ” Redes digitais ou Redes Sociais “.

Um tema que deve ser debatido constantemente até que possamos entender essa diferença, vejo muitas pessoas confundindo assuntos similares mas ao mesmo tempo bem diferentes na sua concepção, Redes Sociais, Redes Digitais, Mídias Sociais e por ai vai.

Vamos tentar ao longo de alguns post´s debater mais ainda esse assunto, fiquem com esse debate muito interessante: