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Diga quem te viraliza que te direi quem contagia

Vocês já devem até ter se acostumado a me ver falar sobre LipDubs, mas a repetição é inevitável, pois têm-se feito muitas coisas interessantes e criativas que viralizaram com uma força gigantesca nos últimos meses.

A música “Oração”, da Banda Mais Bonita da Cidade, foi upada no YouTube exatamente no dia 17 de maio, e como sempre estou à procura de virais que me surpreendam, no dia 18 a achei, e já tinha mais que 40 mil visualizações. Hoje, a música de Leo Fressato, 15 dias depois contabiliza cerca de 3.200 degustações. Segue ai @bandamaisbonita.

Como todo sucesso, o vídeo trouxe e vem trazendo consigo algumas paródias que pegam carona nessa estrada de novidades que os LipDubs estão produzindo. Eu já vi pelo menos dois, o do humorista Rafinha Bastos (CQC) e um com o qual me identifiquei enormemente, pois foi feito para os comunicadores de plantão. Veja a Agência Mais Bonita da Cidade, com mais de 75 mil visualizações.

Geralmente, a gente reclama dessas músicas ‘chicletes’ que grudam na sua mente e você fica cantarolando por semanas e semanas. Mas com a “Oração” não foi assim; ainda estou com ela na cabeça, e todos os meus amigos do trabalho ficam cantando ela durante o expediente. É contagiante! Quando você menos espera já está no ritmo de “…coração não é tão simples quanto pensa, ele cabe o que não cabe na despensa… “.

Virais são isso: prendem, contagiam e provocam experiências. Têm pessoas que não gostaram; tudo bem, a música repete e repete, mas uma coisa não dá para negar: causou polêmica; o vídeo em termos de edição e gravação, a meu ver, está perfeito, e a Banda Mais Bonita da Cidade, além de bela, é também a mais falada.


Todo mundo viraliza, por que eu não?!

É crescente o número de marketing viral no Brasil e muita coisa tem se copiado desde então. As pessoas gravam um vídeo, upam no Youtube e por um milagre você recebe milhares de visualizações.

Nem sempre é assim. Eu concordo que por muitas vezes isso pode acontecer, é só lembrar de alguns vídeos feitos nos mais variados momentos que, se caso chame a atenção, viraliza. Vide Aretuza, só pra relembrar um deles.

Mas, como eu disse, não é por causa disso que há de desprezar os virais feitos com cuidado e planejamento. Tem ideias que nascem para rodar o mundo e fazer a diferença. E é isso o que aconteceu com o LipDub da ESAMC, de Sorocaba, criado pelo curso de Comunicação Social, em 08 de abril de 2011, que já tem nada mais e nada menos que 151.635 visualizações até o momento, 02/05.

Trata-se de uma produção muito criativa, onde alunos passeiam no campus da Universidade cantando a música “Abra a Felicidade”, com o apoio da Coca-Cola e participação do Di Ferrero, da banda NX Zero. Como é característica de LipDubs, a edição é pouca, mesmo para sincronizar o áudio ao o que os personagens cantam, entre outras sincs. Acredito ser um tipo de vídeo que pode ainda dar muito retorno para os produtores.

Antes da ESAMC entrar nessa onda, a CEUNSP, de São Paulo, em 08 de março de 2010, já tinha produzido um LipDub também. Quase 500 pessoas participaram, porém se percebe uma produção menor, a luz também não está favorecendo muito, mas está bem legal e tem até hoje, 02/05, 10255 visualizações.

Vale a pena ver os dois!


A Viralização do #FAIL

Quando pensamos em um viral, a primeira coisa que vem a mente é aquele vídeo engraçado, um clipe musical diferente ou tantas outras coisas que se tornam viral através da ação em cadeia dos internautas.

Mas, e quanto uma ação em cadeia divulga um erro cometido por uma empresa? Isso é o que chamamos ultimamente de #FAIL no Twitter e outras mídias sociais.

Recentemente houve o caso da Brastemp que teve uma grande repercussão entre blogs e Twitter, chegando a aparecer no Trending Topics Mundial. No dia 28 de fevereiro um vídeo veio a público contando o que ocorreu com um consumidor e sua geladeira com problema, além da falta de solução por parte da empresa.

Neste dia foram mais de 10 mil menções a marca no Twitter de acordo com o site Topsy.com e mais de 4 mil em apenas duas horas.

Contabilizando as menções na web em geral foram pouco mais do que mil citações à Brastemp, sendo elas: menções em blogs, sites e comentários aleatórios de consumidores. A citação ao “Não é uma Brastemp” como é chamado o vídeo no Youtube que causou todo esse burburinho, tinha pouco mais do que 2,5 mil menções.

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Campanhas virais que mobilizam a sociedade

Passei dias pensando sobre o que escrever ao falar da prática de marketing de guerrilha e virais. Algo que já não tenha sido dito, uma abordagem diferente. Pesquisei bastante, já que meu conhecimento era restrito aos textos e indicações das redes sociais que participo.

Falando especificamente em marketing viral, compreendi que é mais uma ferramenta da web, na qual se entende como sendo peças de marketing e publicidade que se autodivulgam, através da mensagem transmitida. A essência principal dessa ferramenta é criar e transmitir uma ideia/mensagem que se comporte como um vírus na internet, e se espalhe espontaneamente de “boca em boca”, de rede em rede, de perfil em perfil.

O marketing viral tem um efeito multiplicador quando consegue transmitir a mensagem a que se propõe, seja sobre as qualidades de um produto, serviço, seja sobre um evento. Para tanto, é preciso pensar além do vídeo/widget e da mensagem; é necessário enxergar a estrutura como um todo. A estrutura ou o planejamento de uma peça viral reside nos itens a seguir:

1.    Peça viral: elemento de transporte da mensagem (vídeo, widget, jogo em flash, jingle ou qualquer outro tipo de serviço ou produto;
2.    Rede de distribuição/propagação: rede social ou o meio pelo qual a mensagem será transmitida e viralizada, por exemplo, o Youtube;
3.    Semeadura: é a implantação da peça viral nos pontos chaves das diversas redes de distribuição. Nesta etapa vale pesquisar os formadores de opinião, pessoas com influência e que possuem acesso aos complementos da campanha viral (blog, hotsite, making of). Esse processo mantém a longevidade e sucesso da mensagem.

Diante dessa estrutura, quero ilustrar com um evento que ocorreu e que mobilizou o Brasil. Não é um produto, um serviço, não é um “viral” com apelos publicitários de venda e consumo. É uma mobilização social, uma mensagem que viralizou a solidariedade em torno do desastre na Região Serrana do Rio de Janeiro.

A rede principal de distribuição foi cada uma das pessoas que se dispuseram, voluntariamente, a participar de um dos maiores eventos de solidariedade que já existiu. De boca em boca, de rede social em rede social, as pessoas DOARAM seu tempo para plantar a campanha, e a mobilização social foi como um vírus em todas as capitais brasileiras.

Nessa estrutura, o ponto principal – a semeadura – surgiu rapidamente em vários e diferentes ambientes offline e online. Um ótimo exemplo foi a campanha promovida por usuários do Twitter:

Usuários do microblog Twitter demonstraram a força das redes sociais e organizaram às 10h30min de sábado (15/01) um encontro para subir a serra levando mantimentos para os desabrigados. O grupo, organizado pela conta do Twitter @LeiSecaRJ, arrecadou doações desde quinta e reuniu-se no estacionamento do BarraShopping.

As ações que viralizaram a solidariedade se formaram pelos mais diversos meios: grandes empresas, supermercados, órgãos públicos, twitters, blogueiros, comunidades que possuem uma empatia comovente para com as pessoas. É o vírus da solidariedade que se espalhou como uma epidemia e remedia a tristeza de quem precisa recomeçar.

Diante do contexto, entende-se que o “vírus” do marketing publicitário não se limita a objetos e serviços de consumo, mas compreende a grandiosidade da mensagem a ser transmitida e a forma como o vírus faz com que a interação entre as comunidades offline e online seja eficaz.

Para finalizar, segue algumas ideias profetizadas por Seth Godin. Ele diz que ninguém envia uma ideia ao menos que:

  • tenham compreendido;
  • tenham vontade de espalhá-la;
  • acreditem que espalhar a ideia irá aumentar seu poder (reputação, receita, amizades) ou sua paz de espírito;
  • o esforço necessário para enviar a ideia seja menor que os benefícios.

Acredito que atingi meu objetivo ao abordar o marketing viral como uma ferramenta utilizada em prol de uma mensagem e ação, cuja essência é a compaixão e a solidariedade. Deste modo, assim como o compartilhamento é um dos pontos chaves de uma campanha viral de sucesso, as pessoas envolvidas nessa ação solidária compartilham de um mesmo objetivo: ajudar!

Livro | A Bíblia do Marketing Digital – Cláudio Torres (2009)

Twitter | @blogplanalto

Slideshare | Marketing Guerrilha


Social Media Marketing – Divulgando por meio da marcação de imagens

Marcações de imagens no Facebook, Orkut e em outras mídias sociais podem surtir resultados para os negócios com baixo investimento.

Hoje, a internet potencializa cada vez mais uma campanha off-line ou está extremamente ligada a ela. Não é à toa que as empresas têm lançado teasers antes de suas ações para o público na internet, para já ter uma possível mensuração e opinião do seu público consumidor ou da mídia especializada.

Ações simples, mas com um bom planejamento, podem atingir um público infinitamente maior do que nas mídias convencionais como televisão, rádio ou jornal. Mas você não acorda já com uma ideia e vai criar um viral ou então usar ação de guerrilha, ainda mais para um público que tem conhecimento e não é levado facilmente a transmitir a sua mensagem se ela não for de seu interesse.

Vejamos uma “tática” que acho interessante para divulgar, seja sua festinha de amigos, o CD da sua bandinha de garagem ou um produto a ser lançado e já com pré-venda na internet. Utilizar das marcações de fotos no Facebook, Orkut e, recentemente, o TwitPic entrou na jogada e está permitindo fazer marcações, enviando uma mensagem para as pessoas marcadas. A curiosidade de seus amigos em saber qual foto foi marcada vai levá-los a visualizar a imagem, e a divulgação para o público certo pode ser alcançada.

É algo muito simples de ser feito, leva tempo, dependendo do que deseja divulgar, mas também pode acontecer de o próprio público fazer a marcação se for incitado a fazê-la e achar a ação interessante. Fazer o público se engajar e divulgar sua marca é o maior desafio da viralização de conteúdo.

Isso parece ser tão banal e é utilizado como brincadeira por nós há anos no Orkut, mas que se aliado, com sabedoria, a uma boa estratégia, você tem uma boa ação e que custaria pouquíssimo para o retorno que vai receber.

Um exemplo muito bom foi a divulgação do showroom da IKEA, empresa especializada em venda de móveis, que utilizou o Facebook para fazer essa divulgação, na qual quem marcasse o produto o ganharia. Essa ação foi premiada com Titanium no Cannes Lions 2010, além dos vários comentários em blogs e sites especializados. Abaixo o vídeocase da ação.


Idade Interior: Campanha de Marketing Viral da Unimed

A Unimed sempre está envolvendo as suas campanhas com conscientização da população para a importância de manter a saúde. O usuário faz um teste para descobrir a sua idade interior, respondendo questões envolvendo os assuntos alimentação, saúde e estilo de vida.

Depois de fazer o teste, você recebe as informações ali no site mesmo e pode divulgar o resultado no Twitter, Facebook e Orkut, estimulando os seus amigos a participarem.

Você ainda pode acompanhar pelo Twitter perfis mantidos pela Unimed que trazem dicas sobre relacionamento, dicas culturais e de esporte, de diversão e dicas de qualidade de vida.

Então, não perca tempo e verifique já a sua idade interior acessando o site da campanha.